quinta-feira, 24/09/2026
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Refúgio de Angeliquinha na Bolívia foi estratégico, aponta delegado

O refúgio de Angeliquinha na Bolívia, especificamente em Santa Cruz de la Sierra, é tratado pelas autoridades como uma escolha deliberada e estratégica. A criminosa, identificada como Angélica Saraiva de Sá, utilizou o país vizinho como base após escapar da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), a localização não foi aleatória. A região é um ponto nevrálgico para o tráfico internacional de drogas, servindo como corredor para o envio de entorpecentes ao território brasileiro.

Investigação sobre o refúgio de Angeliquinha na Bolívia

As autoridades buscam entender a real função de Angeliquinha na logística do crime organizado transnacional. Além disso, a polícia investiga se ela atuava diretamente na articulação de negociações e na movimentação de cargas ilícitas entre os dois países.

A criminosa, de 34 anos, exercia forte influência mesmo estando foragida. Ela é apontada como a responsável por cerca de 80% dos homicídios cometidos pelo Comando Vermelho na região de Alta Floresta e cidades adjacentes. Portanto, sua captura representa um golpe significativo na estrutura da facção.

A operação que resultou na prisão de Angeliquinha contou com a colaboração de diversas forças de segurança:

  • Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO);
  • Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco);
  • Polinter;
  • Forças de segurança da Bolívia.

A foragida possuía seis mandados de prisão expedidos em 2026 e acumula condenações que somam mais de 260 anos. Entre os crimes pelos quais responde estão homicídios, tráfico de drogas e organização criminosa. Para mais detalhes, confira as últimas notícias sobre o caso.

Para tentar despistar as autoridades, Angeliquinha recorreu a métodos sofisticados. O delegado informou que ela realizou pelo menos cinco procedimentos estéticos no rosto para alterar suas características físicas. Além disso, utilizou documentos falsos no momento da abordagem policial.

Contudo, a identificação visual foi confirmada pelos investigadores. O delegado Victor Hugo destacou que essa prática de realizar cirurgias plásticas para evitar a captura tem se tornado comum entre lideranças de facções criminosas.

Atualmente, os trâmites legais para a deportação ou expulsão da detenta estão em curso. As autoridades brasileiras trabalham em conjunto com o governo boliviano para garantir o retorno da criminosa ao sistema penitenciário de Mato Grosso, onde deverá cumprir suas penas pendentes.

Fonte: rdnews.com.br

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