O dinheiro do tráfico de drogas em Alta Floresta, Mato Grosso, sustentava a vida de luxo de Angélica Saraiva de Sá, conhecida como Angeliquinha, enquanto ela estava foragida na Bolívia. A criminosa, apontada como uma das lideranças do Comando Vermelho no estado, foi capturada na noite da última terça-feira (22) em Santa Cruz de la Sierra.
Angeliquinha encontrava-se foragida desde 17 de agosto do ano passado, após escapar da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), a faccionada residia em uma propriedade de alto padrão, equipada com piscina, mantida integralmente pelos lucros ilícitos obtidos na região de Alta Floresta.
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Além disso, A investigação aponta que, mesmo à distância, Angeliquinha mantinha o controle sobre as atividades criminosas em Mato Grosso. Ela exercia influência direta sobre o tráfico, lavagem de dinheiro e homicídios na região. O delegado ressalta que ela seria a mandante de cerca de 80% dos assassinatos ligados à facção na área de Alta Floresta e arredores.
Além da líder, a família também é alvo de apurações. Kauany Beatriz de Sá, filha de Angeliquinha, foi citada por movimentações financeiras atípicas. Conforme as autoridades:
- Kauany movimentou R$ 20 milhões em apenas dois anos.
- A jovem possui diversos imóveis e veículos de luxo.
- Ela chegou a ser detida na Operação Showdown, mas responde em liberdade com tornozeleira eletrônica.
Portanto, Após a prisão da mãe, Kauany utilizou as redes sociais para pedir proteção divina à genitora, reconhecendo a gravidade da situação. A categoria policial segue monitorando os desdobramentos do caso para identificar outros envolvidos na estrutura criminosa.
Estratégia e procedimentos estéticos
A Polícia Civil acredita que a fuga para a Bolívia visava uma posição estratégica no tráfico internacional. O delegado Victor Hugo explicou que a presença em Santa Cruz de la Sierra é disputada por facções brasileiras devido ao controle das rotas de entorpecentes. A investigação agora busca determinar o papel exato de Angeliquinha na articulação logística internacional.
Para evitar a identificação pelas forças de segurança, a foragida realizou pelo menos cinco procedimentos estéticos no rosto, buscando alterar suas características físicas. No momento da prisão, ela ainda apresentou documentos falsos, embora a identificação visual já tivesse sido confirmada pelas equipes da GCCO, Draco e Polinter, com o apoio da polícia boliviana.
Atualmente, as autoridades brasileiras realizam os trâmites necessários junto ao governo boliviano para viabilizar a deportação ou expulsão da criminosa. O objetivo é garantir que ela retorne ao sistema penitenciário de Mato Grosso para cumprir suas penas e responder pelos crimes imputados.
Fonte: rdnews.com.br


