O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou uma nova atualização da chamada lista suja do trabalho escravo, que identifica empregadores flagrados submetendo funcionários a condições análogas à escravidão. Mato Grosso aparece no levantamento com 12 registros, abrangendo tanto pessoas físicas quanto jurídicas.
As ações de fiscalização, realizadas pela Auditoria-Fiscal do Trabalho, revelaram violações graves aos direitos humanos e trabalhistas. Entre os problemas encontrados, destacam-se a ausência de água potável, alojamentos degradantes, falta de equipamentos de proteção individual e irregularidades contratuais.
Entenda a lista suja do trabalho escravo em Mato Grosso
Além disso, O cadastro, que é atualizado semestralmente, reflete o resultado de processos administrativos onde foi garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa. A inclusão do nome do empregador ocorre apenas após uma decisão administrativa definitiva que confirma a exploração laboral.
As operações em solo mato-grossense resultaram no resgate de 60 trabalhadores em diversas regiões. Confira alguns dos locais e números de resgatados identificados pelas autoridades:
- Nova Maringá: 19 trabalhadores resgatados em fazenda.
- Sorriso: 10 trabalhadores encontrados em empresa de pisos.
- Chapada dos Guimarães: 6 pessoas resgatadas em obra de condomínio.
- Nova Bandeirantes: 4 trabalhadores resgatados em zona rural.
Portanto, Em Nova Maringá, a situação foi considerada crítica, com trabalhadores alojados em barracos de lona e contêineres sem qualquer condição de habitabilidade. A água consumida pelos funcionários era retirada diretamente de um córrego próximo, expondo todos a riscos sanitários severos.
Outro caso emblemático ocorreu em Alto Taquari, onde a maioria dos trabalhadores era recrutada em outros estados por intermediários. Além da falta de registro formal, a fiscalização encontrou um adolescente exercendo atividade proibida para sua faixa etária, além de instalações elétricas improvisadas.
Na capital, Cuiabá, foram registrados dois casos, incluindo uma ocorrência no bairro Dom Aquino. Além disso, a fiscalização em Sorriso flagrou trabalhadores vivendo dentro de um ônibus adaptado, onde o esgoto era despejado diretamente na via pública, evidenciando a precariedade das condições de moradia.
É importante ressaltar que, somando os processos ainda em andamento, o estado de Mato Grosso já contabiliza 92 resgates de trabalhadores em 2026. Entre as vítimas, encontram-se cinco mulheres e dois menores de idade, conforme dados oficiais.
Para denunciar situações de exploração, a população pode utilizar o Sistema Ipê, da Secretaria de Inspeção do Trabalho. O canal permite o envio de informações de forma remota e sigilosa, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Para mais informações sobre o cenário estadual, acompanhe nossa categoria de notícias.
Fonte: rdnews.com.br


