A Justiça de Mato Grosso agendou para o dia 26 de novembro o julgamento de Reyvan da Silva Carvalho, de 31 anos. Ele é acusado de estuprar e assassinar Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, dentro do campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. O crime, que chocou a comunidade acadêmica, ocorreu em julho de 2025.
Reyvan é investigado pela Polícia Civil como um possível assassino em série. Por meio de exames de DNA, o suspeito foi vinculado a outros crimes graves registrados na capital mato-grossense entre 2020 e 2022. Além do caso na UFMT, ele responde por outro feminicídio e dois casos de estupro.
Justiça de Mato Grosso
O corpo de Solange foi localizado no dia 24 de julho de 2025, na Associação Atlética Master, uma área desativada da universidade. A prisão do acusado ocorreu pouco mais de um mês depois, em 29 de agosto. Câmeras de segurança da instituição registraram a vítima caminhando pelo local um dia antes da descoberta do corpo.
Na época das investigações, o delegado Bruno Abreu informou que a vítima apresentava marcas de violência na região do pescoço. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou, por meio de laudo, que Solange sofreu violência sexual. A vítima, que possuía diagnóstico de esquizofrenia, costumava frequentar o campus da UFMT e do Univag.
As autoridades policiais destacaram pontos cruciais sobre a atuação do acusado:
- O suspeito agia sozinho e utilizava facas para ameaçar as vítimas.
- O alvo principal eram mulheres em situação de vulnerabilidade, incluindo gestantes.
- O DNA coletado nas unhas da vítima e em uma bituca de cigarro foi fundamental para a identificação.
- O histórico criminal de Reyvan inclui passagens por estupro desde 2016.
Os exames genéticos realizados pela Politec foram determinantes para conectar o réu a outros delitos. O perfil genético encontrado no corpo de Solange coincidiu com materiais coletados em três outras ocorrências. Portanto, o cruzamento de dados reforça a tese de que o acusado operava de forma recorrente em diferentes bairros de Cuiabá.
Entre os crimes vinculados ao réu, destacam-se:
- Feminicídio de uma mulher de 39 anos, ocorrido em 2020, no bairro Parque Ohara.
- Caso de estupro registrado no bairro Tijucal, em 2021.
- Crime de natureza sexual cometido no bairro Jardim Leblon, em 2022.
Dessa forma, o julgamento de novembro será um marco importante para o desdobramento das investigações sobre a possível atuação de Reyvan como autor de crimes sexuais em série. Para acompanhar o desenrolar deste e de outros casos, acesse a nossa categoria de notícias. Fique atento às últimas notícias sobre o Poder Judiciário.
Fonte: midianews.com.br


