A cesta básica em Cuiabá atingiu o valor de R$ 902,37 nesta semana, apresentando uma leve variação positiva de 0,02%. Embora o custo tenha se mantido praticamente estável, o montante permanece significativamente superior aos R$ 788,74 observados no mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).
Cesta básica em Cuiabá e a variação dos alimentos
O tomate destacou-se no levantamento ao registrar alta pela segunda semana consecutiva. O preço médio do fruto avançou 4,29%, alcançando R$ 12,20 por quilo. Esse valor representa uma elevação de 70,72% em comparação ao preço praticado há um ano. Especialistas apontam que o excesso de chuvas, que prejudica a colheita e a qualidade do produto, somado ao fim da safra em polos produtores, impulsionou o aumento.
Por outro lado, alguns itens essenciais apresentaram recuo nos preços, aliviando parcialmente o orçamento das famílias. Contudo, o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, ressalta que essas quedas pontuais não representam uma recuperação real do poder de compra. Segundo ele, o consumidor ainda sente o impacto dos aumentos acumulados ao longo dos últimos meses.
Confira abaixo o comportamento de alguns itens da cesta:
- Feijão: queda de 2,04%, custando em média R$ 8,42 por quilo.
- Batata: recuo de 1,82%, com preço médio de R$ 7,08 por quilo.
- Banana: redução de 1,42%, chegando a R$ 8,34 por quilo.
- Café: queda de 1,12%, sendo comercializado a R$ 27,54 por 500 gramas.
A redução no preço do feijão é atribuída aos estoques acumulados e à baixa demanda, enquanto a queda na batata reflete uma maior oferta no mercado. No caso da banana, o calor intenso acelerou a maturação, antecipando a colheita e aumentando a disponibilidade do fruto. Para mais detalhes sobre a economia regional, acompanhe a nossa categoria de notícias.
Em contrapartida, o café apresentou recuo devido à melhora nas condições climáticas nas lavouras e à estabilidade nos estoques internacionais. Já o açúcar registrou um leve aumento de 0,40%, sendo vendido a R$ 1,63 por quilo. O encarecimento do açúcar está ligado às chuvas, que dificultaram a colheita da cana e levaram usinas a priorizar a produção de etanol.
Portanto, o cenário atual mostra que, apesar de variações semanais, o custo da alimentação continua pressionando o orçamento doméstico. O patamar acima de R$ 900 evidencia a necessidade de cautela no planejamento financeiro das famílias cuiabanas. O acompanhamento constante dos preços é fundamental para entender as dinâmicas de consumo na capital mato-grossense.
Fonte: rdnews.com.br


