quinta-feira, 24/09/2026
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Operação Carbono Oculto: Operação contra lavagem de dinheiro do PCC cumpre mandado em Várzea Grande

A Operação Carbono Oculto, que investiga esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), deflagrou nesta quinta-feira (24) sua terceira fase. A ação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo em parceria com a Receita Federal, cumpre mandados de busca e apreensão em Mato Grosso e em outros sete estados brasileiros.

Em Mato Grosso, as autoridades concentraram esforços em Várzea Grande. Um mandado de busca e apreensão foi executado na base da Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda., também conhecida como Terrana, localizada no bairro Jardim Eldorado. A investigação busca desarticular uma complexa rede de lavagem de capitais que teria facilitado a aquisição desta distribuidora de combustíveis.

Detalhes da Operação Carbono Oculto

O inquérito aponta que a organização criminosa utilizou estruturas societárias sobrepostas para ocultar o controle de uma usina sucroalcooleira no interior de São Paulo. Posteriormente, o grupo teria expandido suas atividades para o setor de combustíveis. Dessa forma, os criminosos tentaram dissimular a origem ilícita dos recursos e a identidade dos verdadeiros proprietários dos empreendimentos.

A estrutura montada pelos investigados envolveu diversos mecanismos financeiros, incluindo:

  • Uso de fintechs para movimentações financeiras suspeitas;
  • Criação de camadas de ocultação societária através de fundos de investimento;
  • Operações de direitos creditórios que somam cerca de R$ 370 milhões.

Além disso, a análise financeira revelou um fluxo circular de recursos. Uma empresa vinculada ao grupo investigado adquiriu créditos da usina utilizando cotas de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC). Contudo, os valores empregados nessa aquisição teriam origem nos próprios fundos controlados pelos investigados, conferindo uma falsa aparência de legalidade à transação.

Além de Mato Grosso, a operação abrange os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo. O objetivo central é identificar os beneficiários finais dessas operações fraudulentas. Para acompanhar o desdobramento deste caso e outras últimas notícias, mantenha-se informado através da nossa cobertura na categoria de segurança pública.

Fonte: rdnews.com.br

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