domingo, 27/09/2026
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Saúde mental no trabalho exige revisão urgente da gestão nas empresas

A recente atualização da Norma Regulamentadora n.º 1 (NR-1) impõe que as organizações brasileiras integrem os riscos psicossociais ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Essa mudança normativa coloca a saúde mental no trabalho em evidência, refletindo uma transformação profunda nas relações laborais contemporâneas.

Iracema Irigaray, diretora de desenvolvimento na Gestão de Si Coaching, observa que essa exigência legal caminha lado a lado com uma mudança de comportamento dos trabalhadores. Segundo a especialista, o mercado tem compreendido que a rotatividade de pessoal não ocorre por falta de comprometimento, mas por uma busca legítima por ambientes mais saudáveis.

Impactos da saúde mental no trabalho

O cenário atual mostra que os profissionais estão mais conscientes de suas escolhas. Eles não aceitam mais práticas de assédio moral ou modelos de gestão autoritários, que exigem obediência cega sem oferecer contexto ou valorização humana. Portanto, as empresas precisam adaptar suas culturas organizacionais para reter talentos.

Para a especialista, o investimento em inteligência emocional e gestão de rotina é fundamental. Quando um colaborador desenvolve competências emocionais, ele impacta positivamente todas as suas outras entregas profissionais. Além disso, a gestão de rotina torna-se um pilar essencial para evitar o esgotamento causado por jornadas exaustivas.

A especialista aponta que o mercado enfrenta desafios específicos na gestão de pessoas:

  • A dificuldade crescente em encontrar mão de obra qualificada para cargos de liderança.
  • A preferência de jovens talentos por trabalhos autônomos em detrimento de posições corporativas tradicionais.
  • A necessidade urgente de as empresas oferecerem um ambiente que promova o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Iracema questiona a postura de muitos profissionais diante da sobrecarga digital e da pressão constante. Ela enfatiza que o descanso e a nutrição da vida pessoal são responsabilidades individuais que precisam de apoio corporativo. Dessa forma, não permitir que o mundo profissional “engula” o indivíduo é um passo vital para a sustentabilidade da carreira.

Muitos empresários já começam a perceber que investir no bem-estar emocional gera resultados práticos. Quando o colaborador se sente valorizado, ele leva esse conhecimento para suas relações familiares e sociais, tornando-se mais firme e posicionado. Esse movimento, contudo, exige uma escuta ativa por parte dos gestores.

Em suma, a pressão por mudanças na gestão não é apenas uma tendência passageira, mas uma necessidade estrutural. Para acompanhar as últimas notícias sobre o mercado, é preciso entender que o modelo de comando e controle está perdendo espaço para uma gestão humanizada e consciente.

Fonte: rdnews.com.br

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