A prisão preventiva de Julinere Goulart Bentos foi mantida pelo desembargador Gilberto Giraldelli, da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT). A decisão, publicada nesta sexta-feira (18), refuta o pedido liminar da defesa para revogar a custódia da empresária.
Julinere está detida desde maio do ano passado. Ela é apontada como uma das mandantes do assassinato do advogado Renato Gomes Nery, ocorrido em julho de 2024, em Cuiabá. O seu marido, César Jorge Sechi, também permanece preso pelo mesmo crime.
Detalhes sobre a prisão preventiva de Julinere Goulart Bentos
No habeas corpus, a defesa alegou excesso de prazo na tramitação do recurso contra a decisão de pronúncia. Além disso, os advogados citaram o estado de saúde da filha adolescente da ré, que enfrenta transtornos psicológicos, como justificativa para a substituição da prisão por medidas cautelares.
O magistrado, contudo, não identificou ilegalidade ou abuso de poder. Segundo o desembargador, a análise do excesso de prazo depende das particularidades da marcha processual, como as sucessivas remessas dos autos e diligências pendentes. Portanto, não há, neste momento, demora injustificada por parte do Estado.
Sobre a situação familiar da acusada, o relator reconheceu a relevância do tema, mas pontuou que o argumento não é suficiente para derrubar os fundamentos da prisão. Documentos médicos apresentados já haviam sido avaliados pelo juízo de primeira instância, que manteve a detenção anteriormente.
O processo segue os trâmites legais. Confira abaixo os pontos principais do caso:
- O casal e outros réus já foram pronunciados para o júri popular.
- A defesa questionou a habilitação das filhas de Renato Nery como assistentes de acusação.
- O juízo de primeira instância deve prestar informações em até cinco dias.
- Após o parecer da Procuradoria-Geral de Justiça, o caso seguirá para julgamento definitivo.
O crime que vitimou Renato Nery, ex-presidente da OAB-MT, teria sido motivado por uma disputa judicial. O advogado foi atingido por um disparo na cabeça ao chegar em seu escritório na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Ele não resistiu aos ferimentos e faleceu no dia seguinte.
Investigações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) indicam que a motivação do homicídio envolve uma disputa de terras avaliadas em R$ 30 milhões. O advogado havia obtido, meses antes, uma decisão favorável que bloqueou R$ 2 milhões referentes ao arrendamento da propriedade em Novo São Joaquim.
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Fonte: midianews.com.br


