Na manhã desta terça-feira (4), a Polícia Federal deu início à Operação Peso Bruto, uma ofensiva voltada a desarticular um esquema de mineração clandestina que operava no município de Rosário Oeste. A ação policial resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão em endereços situados na capital mato-grossense, Cuiabá.
De acordo com informações obtidas, equipes da corporação foram vistas realizando diligências em prédios de alto padrão, especificamente no edifício Monreale, localizado na rua Estevão de Mendonça, no bairro Quilombo, e no edifício American Diamond, situado no Jardim das Américas.
O foco central da investigação é apurar a prática de extração irregular de recursos minerais, configurando o crime de usurpação de bens pertencentes à União. O objetivo das ordens judiciais expedidas é coletar provas, como documentos, dispositivos eletrônicos e registros contábeis, que possam robustecer o inquérito e identificar todos os responsáveis pelo ilícito.
As apurações preliminares indicam que a exploração minerária ocorria em total desacordo com as autorizações concedidas pelos órgãos competentes, extrapolando os limites estabelecidos pelos títulos minerários e pelas licenças ambientais vigentes para a região.
Dados levantados pela Polícia Federal apontam que o volume de calcário extraído de maneira ilícita supera a marca de 34 mil toneladas. Esse montante de material retirado sem permissão resultou em um prejuízo estimado em mais de R$ 3 milhões aos cofres públicos federais.
O ponto de partida para a investigação foi a detecção de atividades de exploração mineral em uma área que não possuía autorização legal para tal finalidade. A partir dessa constatação, foram realizadas fiscalizações administrativas, análises de dados geoespaciais e perícias técnicas que confirmaram a existência da atividade irregular.
Além do dano financeiro ao patrimônio da União, a Polícia Federal ressaltou que a prática também provocou impactos negativos ao meio ambiente local. As diligências seguem em curso para determinar a extensão da participação de cada indivíduo investigado no esquema.
A autoridade policial busca agora esclarecer qual foi o lucro obtido com a comercialização do minério extraído ilegalmente, verificar se as atividades criminosas ainda persistem e identificar se existem outros beneficiários ou cúmplices que ainda não foram mapeados pela investigação.
Fonte: jornaldematogrosso.com.br


