Uma ação coordenada pela Polícia Civil de Mato Grosso, denominada Operação Dark Route, resultou no sequestro de cinco veículos de luxo, avaliados em cerca de R$ 1,5 milhão, além da apreensão de aproximadamente R$ 100 mil em espécie. A ofensiva, realizada nesta terça-feira (25), teve como alvos integrantes de uma facção criminosa atuante em Várzea Grande e no Rio de Janeiro.
Entre os automóveis apreendidos pelas autoridades estão um Porsche Boxster GTS, duas unidades da BMW, um Audi A3 e um Volkswagen T-Cross. Segundo as investigações, esses veículos eram utilizados pela cúpula da facção para logística, deslocamento e ostentação. Muitos dos bens estavam registrados em nome de terceiros, servindo como estratégia para a ocultação de patrimônio.
O sequestro dessa frota faz parte de um plano maior de descapitalização do grupo criminoso, visando atingir diretamente a estrutura financeira que sustenta suas atividades ilícitas. Ao todo, a operação cumpriu nove mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão e as ordens de sequestro de bens, com autorização do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias — Polo Cuiabá.
O trabalho investigativo foi conduzido pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). Os levantamentos apontaram que a facção mantinha uma base estratégica no Rio de Janeiro, utilizada para proteger foragidos da Justiça mato-grossense, abrigar membros armados e coordenar as ações do grupo.
De acordo com a Polícia Civil, parte dos integrantes da facção estava instalada no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. A estrutura servia como ponto de articulação para manter conexões com os crimes praticados em Mato Grosso. Além disso, a investigação revelou que o grupo possui alto poder de fogo, com registros de membros portando e disparando fuzis de uso restrito, além de movimentarem armas e munições.
Um dos alvos da operação, Guilherme Moura da Silva, conhecido como “Vasco” e apontado como operador financeiro da facção em Mato Grosso, já havia sido detido no Rio de Janeiro na última quinta-feira (20), enquanto frequentava uma academia após sair do Complexo do Alemão. Outras duas prisões foram efetuadas em Várzea Grande durante a fase ostensiva da operação.
O principal alvo da investigação, Jonas Souza Gonçalves Júnior, o “Batman”, permanece foragido desde 2024 e não foi localizado nesta etapa da operação. Apesar de estar escondido no Rio de Janeiro, a polícia afirma que ele continua exercendo influência e comandando o grupo por meio de familiares, operadores financeiros e soldados armados.
A Polícia Civil reforça que o objetivo central da Operação Dark Route é desarticular completamente o núcleo criminoso, atingindo não apenas os seus integrantes, mas também os braços operacionais e financeiros que permitem a continuidade das atividades ilícitas da facção.
Fonte: midianews.com.br


