Transformar o programa Fila Zero em uma política pública de caráter permanente é a principal bandeira de Gilberto Figueiredo (Republicanos), ex-secretário de Estado de Saúde e atual candidato a deputado estadual. O objetivo central da proposta é assegurar o enfrentamento contínuo das longas esperas por procedimentos eletivos, com foco especial em cirurgias, consultas e exames especializados no Sistema Único de Saúde (SUS).
Para viabilizar essa meta, Figueiredo planeja atuar diretamente na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, buscando a garantia de dotação orçamentária que sustente a realização ininterrupta de atendimentos. A estratégia prevê o fortalecimento de parcerias sólidas com as prefeituras e os consórcios intermunicipais de saúde, descentralizando a execução e otimizando o acesso da população aos serviços médicos.
A proposta baseia-se no histórico de gestão de Gilberto à frente da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), período marcado por investimentos expressivos. Segundo o candidato, o Fila Zero foi concebido justamente para atender pacientes que aguardavam por meses ou até anos por procedimentos de média e alta complexidade, superando as limitações da rede própria estadual através de uma rede colaborativa.
Lançado em abril de 2023, o Fila Zero surgiu como uma evolução do antigo programa Mais MT Cirurgias, contando com um aporte inicial previsto de R$ 200 milhões. O modelo foi desenhado para integrar unidades públicas, privadas e filantrópicas, além de associações organizadas via consórcios, permitindo que o recurso estadual fosse aplicado onde a demanda reprimida era mais urgente.
Os resultados obtidos até o momento servem como base para a defesa da proposta. Até o final de abril de 2026, quando deixou a pasta da Saúde, o programa havia contabilizado a marca de 667.133 procedimentos realizados. Desse total, foram 101.330 cirurgias, 205.045 consultas especializadas e 357.730 exames diagnósticos.
Um dos indicadores mais positivos da gestão foi a redução significativa no tempo de espera dos pacientes. Dados da secretaria apontam que o período médio de espera caiu de 77 para 44 dias, o que representa uma diminuição de 42% na fila, evidenciando a eficácia da estratégia de financiamento compartilhado entre Estado e municípios.
Para o ex-secretário, a experiência acumulada prova que a solução definitiva para as filas do SUS não reside em ações esporádicas, mas sim na manutenção de um fluxo constante de recursos. Ele defende que o Legislativo deve criar mecanismos que blindem o orçamento da saúde, garantindo que a oferta de cirurgias eletivas ocorra durante todo o ano, sem interrupções.
“A proposta busca evitar que a redução das filas seja uma ação pontual”, destaca Figueiredo. A intenção é consolidar uma estratégia de contratação permanente, aproveitando a capilaridade dos municípios e a infraestrutura dos consórcios intermunicipais para que o cidadão mato-grossense tenha acesso ao tratamento de forma ágil e previsível, independentemente de mudanças políticas ou administrativas.
Fonte: rdnews.com.br


