As condições meteorológicas extremas de incêndio representarão um desafio crescente para as novas gerações europeias. Um estudo recente da Vrije Universiteit Brussel aponta que bebês e crianças de hoje enfrentarão, em média, três anos a mais de exposição a esses eventos climáticos severos do que seus avós, caso as emissões de gases de efeito estufa não sejam reduzidas.
A Europa aquece atualmente a uma velocidade superior ao dobro da média global. Esse fenômeno facilita a ocorrência de secas prolongadas e ondas de calor, criando o cenário ideal para incêndios florestais devastadores. Países como Grécia, Espanha e França já sofreram com grandes evacuações e destruição de vastas áreas florestais nos últimos anos.
O impacto das condições meteorológicas extremas de incêndio
A pesquisa, publicada na revista Environmental Research Letters, destaca a injustiça climática, já que as gerações mais jovens contribuíram menos para o problema. Se as políticas climáticas atuais forem mantidas, uma criança nascida em 2025 viverá 84% mais tempo sob risco de incêndios do que alguém nascido em 1950.
Os dados revelam disparidades regionais significativas:
- A região mediterrânea é a mais vulnerável, com previsão de até 2,5 vezes mais exposição a riscos.
- Em Portugal, os dias de risco extremo devem saltar de 14 para 32 por ano até o final do século.
- Cada grau adicional de aquecimento global pode adicionar 272 dias de risco extremo à vida de uma criança portuguesa.
Rosa Pietroiusti, autora principal do estudo, enfatiza que esse peso é desproporcional no sul da Europa. Portanto, movimentos liderados por jovens exigem ações mais ambiciosas de governos e empresas. O objetivo é evitar que os riscos climáticos futuros comprometam a qualidade de vida e a segurança dessas pessoas.
Além disso, a transição energética é apontada como a solução mais viável. Cumprir o Acordo de Paris, limitando o aquecimento a 1,5 °C, reduziria drasticamente a exposição a esses perigos. Wim Thiery, autor sênior, ressalta que a queda nos custos de energia solar e eólica torna essa meta exequível.
Evitar cada fração de grau de aquecimento significa menos casas destruídas e menos traumas. Contudo, a ONU alerta que manter o limite de 1,5 °C tornou-se um desafio extremo. O cenário atual aponta para um aquecimento de pelo menos 1,8 °C, exigindo uma transição rápida para fontes renováveis.
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Fonte: pt.euronews.com


