As lavouras de algodão de Mato Grosso entram na fase final de desenvolvimento e já mobilizam produtores para o início da colheita. Com a estiagem predominando em grande parte do estado, o clima tem favorecido a abertura das maçãs e o amadurecimento da fibra, cenário que aumenta a expectativa para o início dos trabalhos nas próximas semanas.
Enquanto as máquinas passam por revisões e as estruturas de beneficiamento são preparadas para receber a produção, a principal preocupação no campo continua sendo o controle do bicudo-do-algodoeiro, considerado uma das pragas mais agressivas da cultura.
Informações divulgadas pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) mostram que a incidência da praga aumentou em algumas regiões durante os últimos dias, exigindo monitoramento constante por parte dos produtores.
Apesar do alerta, as condições climáticas registradas entre o fim de maio e o início de junho contribuíram para o desenvolvimento das lavouras. Em diversas propriedades, as primeiras maçãs já começaram a se abrir, indicando a proximidade da colheita, principalmente nas áreas cultivadas na primeira safra.
A situação inspira mais cautela na região Sul do estado, onde parte das lavouras de segunda safra ainda sente os reflexos do período de estiagem registrado entre março e abril. Técnicos acompanham o comportamento das plantas para avaliar possíveis impactos sobre a produtividade.
Além do bicudo, equipes de campo seguem monitorando a presença de outras pragas e doenças que costumam ocorrer nesta época do ano, como lagartas, ácaros, mosca-branca, mancha-alvo e ramulária. Segundo o setor produtivo, os registros observados até o momento permanecem dentro dos níveis considerados administráveis.
Com a colheita se aproximando, o foco das fazendas está dividido entre os tratos finais nas lavouras e a preparação da estrutura operacional.
NORTÃO MT


