quarta-feira, 23/09/2026
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Angeliquinha, chefe do CV condenada a 260 anos, é presa na Bolívia

A criminosa Angélica Saraiva de Sá, amplamente conhecida pelo apelido de Angeliquinha, foi detida nesta terça-feira (22) em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. A mulher, de 34 anos, é apontada pelas autoridades como uma das principais lideranças do Comando Vermelho na região norte de Mato Grosso.

A operação de captura contou com a colaboração estratégica da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e da Polinter. Além disso, a ação teve o suporte fundamental das forças de segurança bolivianas para localizar a foragida.

Prisão de Angeliquinha na Bolívia

Além disso, Angeliquinha exercia papel de comando nas cidades de Alta Floresta e Nova Bandeirantes. Ela estava em situação de foragida desde agosto do ano passado, quando escapou da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, localizada em Cuiabá.

A fuga ocorreu na madrugada de 17 de agosto de 2025. Na ocasião, ela deixou a unidade prisional acompanhada de Jessica Leal da Silva, a Arlequina, de 36 anos, e desde então o paradeiro de ambas era desconhecido pelas autoridades.

Portanto, Considerada um alvo de alta periculosidade, a detida acumulava seis mandados de prisão em aberto. O montante de suas condenações judiciais soma aproximadamente 260 anos de reclusão por diversos crimes graves.

Entre as principais acusações que pesam contra a faccionada, destacam-se:

  • Homicídios qualificados;
  • Tráfico de entorpecentes;
  • Integração de organização criminosa;
  • Ocultação de cadáver.

Uma das sentenças mais severas foi proferida em março de 2025, totalizando 99 anos e 11 meses de prisão em regime fechado. Essa condenação refere-se ao assassinato de quatro trabalhadores no município de Nova Monte Verde.

As vítimas, que haviam se deslocado do Paraná para atuar em obras de pavimentação em Mato Grosso, foram executadas em agosto de 2022. O grupo criminoso as acusou erroneamente de pertencerem a uma facção rival.

Conforme as investigações, os trabalhadores foram mantidos como reféns e submetidos a sessões de tortura antes de serem mortos. O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi cometido por motivo torpe e com crueldade, impossibilitando qualquer chance de defesa para as vítimas.

Para acompanhar o desdobramento deste caso e outras últimas notícias, continue atento às atualizações da nossa cobertura policial na categoria de segurança pública.

Fonte: rdnews.com.br

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