O setor agropecuário brasileiro perdeu um de seus nomes mais emblemáticos neste domingo (16). José Humberto Vilela Martins, amplamente reconhecido no meio rural como Zé Humberto, faleceu aos 84 anos. A causa do óbito não foi informada pelos familiares.
A notícia do falecimento gerou uma onda de homenagens por parte das principais entidades representativas do agronegócio nacional. A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) emitiram comunicados oficiais lamentando a partida do produtor.
Natural de Ituiutaba, em Minas Gerais, Zé Humberto construiu uma trajetória sólida que atravessou gerações. Sua dedicação à pecuária estendeu-se por mais de seis décadas, período no qual se tornou um dos maiores especialistas na seleção de raças zebuínas no país.
Após iniciar suas atividades no estado de Goiás, o pecuarista decidiu expandir sua atuação para Mato Grosso. Foi na região de Cáceres, distante cerca de 220 km de Cuiabá, que ele fundou a Fazenda Camparino. A propriedade tornou-se um dos criatórios de gado Nelore mais tradicionais e respeitados de todo o território nacional.
Em nota, o Sistema Famato ressaltou a importância do produtor para o desenvolvimento do setor. Segundo a entidade, o legado de Zé Humberto é definido por um profundo conhecimento técnico, dedicação incansável ao trabalho e uma paixão genuína pela atividade pecuária.
A Acrimat também se manifestou, destacando a dimensão pessoal e profissional do falecido. O comunicado da associação relembrou que, aos 84 anos, Zé Humberto deixa uma família composta por filhos e netos, além de um exemplo de vida que servirá de inspiração para amigos e colegas de profissão em todo o estado.
O presidente da ABCZ, Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, prestou uma homenagem especial ao colega. Para ele, Zé Humberto superou a figura de um simples produtor, deixando uma marca indelével através de seu rigoroso trabalho de seleção genética.
“Ele era um homem que fazia questão de acompanhar cada detalhe de perto, vivendo a pecuária em sua essência”, afirmou o presidente da ABCZ em sua nota de pesar. A trajetória de Zé Humberto permanece como um marco na história da pecuária pantaneira e mato-grossense.
Fonte: rdnews.com.br


