segunda-feira, 14/09/2026
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Wellington Fagundes rebate críticas, cita Operação da PF e chama Pivetta de falastrão

O senador Wellington Fagundes (PL), que concorre ao Governo de Mato Grosso, rebateu publicamente as declarações feitas pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Recentemente, Pivetta havia classificado o parlamentar como um “voraz negociador de emendas”, gerando uma resposta dura do candidato liberal.

Durante entrevista concedida nesta segunda-feira (17) ao programa Notícia de Frente, da TV Vila Real, Wellington não poupou críticas ao atual chefe do Executivo estadual. “Deixe de ser falastrão. Esse senhor é acostumado a fazer acusações e depois corre. E, olha, nada melhor do que a Justiça”, declarou o senador.

Wellington aproveitou o espaço para questionar a conduta da atual gestão, fazendo alusão direta à Operação Heritage. A investigação apura possíveis irregularidades em um acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo do Estado e a empresa Oi. Segundo o senador, o grupo político de Pivetta enfrenta dificuldades jurídicas severas, mencionando que muitos aliados não podem sequer manter contato entre si devido a restrições impostas pelo Poder Judiciário.

O contexto político atual remete à renúncia de Mauro Mendes (UB) em março, que permitiu a ascensão de Pivetta ao Palácio Paiaguás. O senador destacou que, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), figuras centrais da administração anterior, como o ex-governador Mauro Mendes e o deputado federal Fábio Garcia (UB), estão proibidos de se comunicarem ou de frequentarem os mesmos ambientes.

“Olha aí, está aí a Justiça, os escândalos. A Polícia Federal está batendo às portas dele. E quem está fazendo isso é a Polícia Federal e a Justiça, o Supremo Tribunal Federal”, pontuou Wellington, reforçando o desgaste político enfrentado pelo grupo adversário.

Apesar da troca de farpas, o senador defendeu que o processo eleitoral deve ser pautado pelo respeito mútuo. Ele afirmou que todo cidadão que se coloca à disposição para uma candidatura merece ser tratado com civilidade, embora tenha ressaltado a necessidade de distinguir entre um concorrente político e um adversário.

A tensão entre os dois candidatos escalou na última sexta-feira (14), quando Pivetta subiu o tom em uma coletiva de imprensa. Na ocasião, o governador prometeu expor, ao longo da campanha, o destino das emendas parlamentares de Wellington, reiterando a acusação de que o senador teria como “profissão” a negociação voraz de recursos.

O embate teve início após Wellington ironizar o slogan “fazimento”, utilizado pela atual gestão para descrever as obras entregues pelo governo. Em resposta, Pivetta não apenas atacou a atuação parlamentar de seu oponente, como também afirmou que o senador teria atuado como uma espécie de “gerente” do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), mencionando ainda uma suposta delação feita pelo ex-governador Silval Barbosa contra o liberal.

Fonte: rdnews.com.br

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