A vice-prefeita de Cuiabá, Coronel Vânia Rosa, veio a público para esclarecer os motivos que a levaram a desistir de sua candidatura à Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Em declarações recentes, ela refutou veementemente a existência de qualquer tipo de desentendimento ou atrito com a presidente estadual do MDB e candidata ao Senado, Janaina Riva.
De acordo com a Coronel Vânia, a decisão de retirar seu nome do pleito eleitoral foi tomada de forma estritamente pessoal. Ela explicou que realizou uma análise detalhada do cenário político antes de formalizar a renúncia, garantindo que sua ausência não causaria nenhum impacto negativo ou prejuízo à chapa montada pelo partido para a disputa legislativa.
Para a vice-prefeita, o grupo de candidatos do MDB já se apresenta como bastante competitivo. Ela argumentou que sua saída, na verdade, abre uma oportunidade estratégica para que outras mulheres ocupem espaço na disputa eleitoral. Segundo Vânia, a chapa de candidatas já estava bem estruturada e a inclusão de seu nome poderia tornar o grupo excessivamente sobrecarregado, o que, em sua visão, não era necessário.
“A chapa de deputadas já estava composta por mulheres. E ser mais uma ali, nesse cenário, ficaria bastante pesada a chapa, não havia essa necessidade”, justificou a vice-prefeita. Ela reforçou que a viabilidade de ceder espaço a outras lideranças femininas foi um dos pontos cruciais que a levaram a optar pela renúncia.
Vânia Rosa também esclareceu que a presidente do partido, Janaina Riva, já estava ciente de suas intenções antes mesmo da convenção do MDB, realizada no dia 4 de agosto. Ela enfatizou que a escolha de não concorrer ao cargo não foi fruto de negociações ou acordos internos, mas sim uma deliberação individual e exclusiva.
Ao ser questionada sobre um possível rompimento com a sigla, a vice-prefeita negou qualquer afastamento. Ela destacou que sua posição dentro do MDB e as atribuições que desempenha na Prefeitura de Cuiabá são suficientes para que ela continue contribuindo politicamente com o projeto partidário, sem a necessidade de ocupar um cargo eletivo neste momento.
“Não é questão nem de acordo, porque essa renúncia não foi algo que tratei como conversado com alguém. É uma decisão muito única, muito própria, muito exclusiva. Antes de tudo, é uma decisão minha”, afirmou Vânia. Ela garantiu que a relação com a cúpula do partido permanece harmoniosa e que não existem dissabores ou rusgas entre as lideranças.
Sobre a convivência política, a Coronel Vânia ressaltou que não guarda mágoas e que entende a dinâmica das construções partidárias. “A gente aprende muito o que é política. Os partidos e as pessoas que estão no partido podem trazer algumas decepções, aliados, as construções próprias deles, assim como tenho a minha. Então, não há que haver mágoa. Tenho que pensar, antes de tudo, o que é melhor para a minha colaboração com a sociedade e para mim”, concluiu.
Fonte: midianews.com.br


