Fabiano Oliveira Borges, de 43 anos, que estava sendo procurado pelas autoridades policiais pelo assassinato de sua companheira, Ana Cristina Pacheco Matos, de 20 anos, foi encontrado morto nesta terça-feira (18), no município de Nobres, localizado a 122 quilômetros de Cuiabá. Até o momento, a causa oficial do óbito não foi divulgada pelas autoridades competentes.
De acordo com dados fornecidos pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) durante o período noturno. A identificação formal foi realizada por familiares, que compareceram ao local para o reconhecimento do cadáver.
Fabiano era o principal suspeito de ter executado Ana Cristina com um disparo de arma de fogo na região da nuca. O crime aconteceu no interior de uma residência situada no Bairro Alvorada, na capital mato-grossense, no último sábado (15). O episódio de violência foi presenciado pelo filho da vítima, uma criança de apenas 3 anos de idade.
Conforme consta no registro da Polícia Militar, testemunhas que residem nas proximidades relataram que o casal protagonizou uma discussão prolongada durante toda a noite. Por volta das 6h30, vizinhos ouviram o barulho de um disparo e avistaram o suspeito evadindo-se do local conduzindo uma motocicleta Honda Titan de cor preta.
A irmã da vítima entrou em contato com o ex-namorado de Ana Cristina, solicitando que ele fosse até a casa. Ao chegar ao endereço, o homem foi recepcionado pela criança, que lhe entregou as chaves do portão. Ao adentrar a residência, ele encontrou a jovem caída, apresentando um sangramento severo na face e na cabeça, decorrente do tiro sofrido.
A vítima chegou a ser socorrida pelo ex-namorado, pelo irmão e por um vizinho, sendo encaminhada às pressas ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Contudo, apesar dos esforços médicos, ela não resistiu à gravidade dos ferimentos e faleceu.
Logo após o crime, equipes policiais realizaram diligências em uma empresa que seria de propriedade de Fabiano, mas encontraram o estabelecimento fechado. As investigações da DHPP também se voltaram para a conduta do subtenente da Polícia Militar Joarez Candido Silva, que manteve um contato telefônico de oito minutos com o suspeito logo após o homicídio.
O militar só comunicou o contato com o foragido horas depois, ao perceber que a Polícia Civil já havia identificado o registro da chamada. Em seu depoimento, o subtenente alegou que a conversa teve como objetivo persuadir Fabiano a se entregar às autoridades.
A DHPP continua com as diligências para elucidar todas as circunstâncias do caso e apurar a conduta de todos os envolvidos no episódio que chocou a região.
Fonte: midianews.com.br


