segunda-feira, 14/09/2026
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Reembolso da ajuda à Ucrânia será cobrado dos europeus, diz Trump

ajuda à Ucrânia — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou recentemente que pretende solicitar o reembolso da ajuda financeira e militar concedida à Ucrânia durante o governo de seu antecessor, Joe Biden. O mandatário defende que as nações europeias deveriam ter assumido uma parcela maior dos custos relacionados ao apoio ocidental no conflito contra a Rússia, que já dura mais de quatro anos.

Em publicação na sua rede social, a Truth Social, Trump declarou que centenas de bilhões de dólares foram destinados à Ucrânia e à OTAN de forma gratuita. O presidente argumentou que, caso houvesse uma solicitação formal, a Europa teria arcado com esses pagamentos. Ele afirmou que buscará o ressarcimento, ainda que o processo ocorra com certo atraso.

Trump exige reembolso da ajuda à Ucrânia

Embora tenha feito a declaração, o líder norte-americano não especificou quais países seriam alvo da cobrança. Além disso, Trump aproveitou o comunicado para desmentir rumores sobre uma possível escassez de munições nas forças armadas dos EUA em meio aos conflitos atuais. Ele garantiu que o país possui estoques ilimitados de alta qualidade e que a produção segue em níveis recordes.

Para garantir a segurança nacional, o governo suspendeu temporariamente as exportações de armamentos. Segundo o presidente, o foco atual é o reabastecimento interno, embora as vendas para aliados devam ser retomadas em breve. Dados oficiais detalham a magnitude do suporte financeiro enviado até o momento:

  • O Congresso autorizou 195 bilhões de dólares em despesas ligadas à guerra até março deste ano.
  • Desde 2014, os EUA forneceram cerca de 69,7 bilhões de dólares em ajuda militar total.
  • Desde agosto de 2021, foram realizadas 55 operações de emergência para transferência de material bélico.

Por outro lado, a situação humanitária no terreno continua crítica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) denunciou que um de seus principais armazéns na Ucrânia foi atingido por um ataque aéreo durante a noite. Este foi o terceiro incidente do tipo registrado nos últimos três meses, evidenciando um padrão preocupante de ataques contra instalações de ajuda humanitária.

O porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, confirmou que o armazém localizado na região de Kiev sofreu danos significativos. Embora nenhum funcionário tenha se ferido, o acesso ao local permanece restrito devido ao fumaça e riscos de segurança. A organização ainda avalia a perda total de estoques médicos essenciais destinados a áreas de difícil acesso.

Lindmeier ressaltou que, em 2026, pelo menos 20 ataques atingiram depósitos de suprimentos humanitários no país. Destes, 15 tinham como alvo materiais ligados à saúde. O porta-voz reforçou que todas as localizações da ONU e da OMS são devidamente comunicadas às partes envolvidas no conflito, conforme as normas internacionais.

Desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, a agência da ONU já verificou mais de 3.000 ataques contra o setor de saúde ucraniano. O direito internacional humanitário protege unidades de saúde e sistemas médicos, mas a recorrência dos bombardeios desafia a continuidade das operações de socorro. Para acompanhar mais desdobramentos sobre este conflito, acesse a nossa categoria de notícias internacionais.

Fonte: pt.euronews.com

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