segunda-feira, 14/09/2026
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Nova Zelândia autoriza uso de MDMA para tratamento de PTSD

A Nova Zelândia autoriza uso de MDMA para fins terapêuticos, tornando-se a segunda nação do mundo a permitir a prescrição da substância para pacientes com transtorno de estresse pós-traumático (PTSD) grave. A medida segue um precedente estabelecido pela Austrália em 2023, marcando um avanço significativo no uso de substâncias psicoativas em contextos clínicos.

A autorização foi concedida pela Medsafe, o órgão regulador de medicamentos do país, aos psiquiatras Dr. Gary Wynn, de Wellington, e Dr. Tom Paterson, de Auckland. Ambos os profissionais dedicaram mais de um ano ao rigoroso processo de conformidade regulatória para obter a permissão legal.

A Nova Zelândia autoriza uso de MDMA em terapias

Além disso, O vice-primeiro-ministro David Seymour destacou que o PTSD é uma condição debilitante e de difícil tratamento. O governo neozelandês mantém, portanto, o compromisso de ampliar o acesso a terapias inovadoras. Anteriormente, Seymour já havia apoiado a utilização da psilocibina para casos de depressão grave.

O transtorno de estresse pós-traumático surge frequentemente após eventos traumáticos, como agressões sexuais, combates ou mortes súbitas. Atualmente, as opções farmacológicas convencionais restringem-se a antidepressivos, que apresentam resultados inconsistentes e podem levar meses para surtir efeito.

Portanto, A decisão baseia-se em dados de ensaios clínicos de fase 3 conduzidos pela Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies (MAPS) e pela Lykos Therapeutics. Os resultados dos estudos indicaram eficácia expressiva no tratamento:

  • No estudo de 2021, 88% dos pacientes tiveram melhorias significativas e 67% deixaram de preencher critérios de diagnóstico.
  • Em 2023, um segundo ensaio com casos moderados a graves mostrou que 71,2% dos participantes superaram o diagnóstico após o tratamento.

Apesar desses dados, a agência reguladora dos Estados Unidos (FDA) negou a aprovação da terapia em 2024. O órgão norte-americano citou incertezas sobre a segurança e a eficácia, além de preocupações com o viés de expectativa dos participantes que já haviam consumido a droga anteriormente.

Em contrapartida, o Ministério da Saúde da Nova Zelândia assegurou que o protocolo será rigorosamente controlado. O MDMA não será disponibilizado para uso domiciliar, sendo administrado exclusivamente em ambiente clínico e integrado a um plano de psicoterapia abrangente.

Para mais informações sobre saúde e inovações terapêuticas, acompanhe as últimas notícias em nosso portal. O tratamento é restrito a pacientes maiores de 18 anos e deve ocorrer sob supervisão direta de psiquiatras devidamente autorizados pelas autoridades sanitárias locais.

Fonte: pt.euronews.com

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