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Cuidadores escolares: Sérgio Ricardo propõe parceria com

Sérgio Ricardo, do TCE-MT, propõe parceria com o IFMT para formar cuidadores escolares e melhorar o atendimento a alunos com deficiência. Confira agora.

cuidadores escolares — O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, apresentou uma proposta para a criação de uma formação superior voltada aos Cuidadores de Alunos com Deficiência (CAD). A iniciativa, que visa estabelecer uma parceria com o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), busca ampliar o número de profissionais qualificados e aprimorar o atendimento inclusivo nas escolas da rede pública.

A proposta foi detalhada durante o evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”. Na ocasião, o conselheiro reforçou a necessidade de implementar políticas públicas permanentes para atender pessoas neurodivergentes. Segundo Sérgio Ricardo, o estado carece de um número suficiente de cuidadores e muitos dos profissionais atuantes necessitam de maior capacitação técnica.

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Além disso, O presidente do TCE-MT pretende encaminhar um ofício formal ao IFMT para viabilizar o curso. Ele destacou que, além de melhorar a qualidade do ensino, a medida abrirá novas frentes de trabalho para a população. "É uma oportunidade de emprego importante, já que as prefeituras e o Estado contratam esses profissionais", afirmou o conselheiro durante o encontro.

Além da qualificação, o Tribunal tem adotado medidas para mapear a realidade das pessoas com deficiência em Mato Grosso. O órgão notificou prefeituras para que realizem um levantamento detalhado do número de pessoas neurodivergentes em cada município. O objetivo é tornar visível um contingente que, muitas vezes, permanece à margem das ações do poder público.

Portanto, Uma auditoria operacional realizada pelo TCE-MT revelou dados preocupantes sobre o atendimento atual:

53% das famílias ouvidas aguardaram mais de um ano por tratamento ou ainda não foram atendidas. Apenas 27,6% dos entrevistados relataram possuir acompanhamento contínuo. Foram identificadas 1.462 crianças sem diagnóstico concluído em 70 municípios. 71% dos profissionais apontaram a falta de especialistas como o principal entrave. Para enfrentar esses desafios, o conselheiro defende a atuação conjunta entre instituições como o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Defensoria Pública. Dessa forma, o estado poderá oferecer um suporte mais robusto e inclusivo. Você pode acompanhar mais desdobramentos sobre o tema em nossa últimas notícias .

A desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, vice-presidente do TJMT, ressaltou que a articulação institucional também visa a implantação de "Casas do Autista" nos municípios. Essas unidades contariam com equipes multidisciplinares para realizar avaliações e tratamentos adequados. A secretária municipal de Saúde de Cuiabá, Deisi Bocalon, também reforçou que a capacitação é uma prioridade para acolher não apenas o paciente, mas toda a família.

O evento reuniu especialistas, autoridades e famílias para debater os impactos do diagnóstico tardio e a importância da acessibilidade. O palestrante Marcelo Zanotti da Silva, mestre em Psicologia, enfatizou que a promoção da saúde exige uma visão ampliada. Segundo ele, escolas, igrejas e instituições devem colaborar na construção de ambientes acolhedores, com gestores destinando recursos para ações transversais de assistência social e prevenção.

Fonte: jornaldematogrosso.com.br