Rússia erra ao ignorar Europa em negociações com EUA
Rússia erra ao ignorar Europa: Kaja Kallas afirma que a Rússia falha ao excluir a Europa das negociações com os EUA. Entenda as implicações para a guerra na.
Rússia erra ao ignorar Europa — A Rússia comete um erro de cálculo estratégico ao tentar negociar o fim da guerra na Ucrânia exclusivamente com os Estados Unidos, ignorando o papel fundamental da Europa. A avaliação é de Kaja Kallas, alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, em entrevista recente.
Segundo Kallas, Moscou acredita erroneamente que pode forçar a rendição ucraniana por meio de um pacto bilateral com Washington. Contudo, a diplomata ressalta que o bloco europeu mantém seu compromisso inabalável com o apoio a Kiev. Portanto, a mensagem russa deve ser clara: o diálogo precisa incluir os parceiros europeus.
Rússia erra ao ignorar Europa em negociações
A representante da UE criticou duramente o recente acordo de cessar-fogo energético anunciado pelo presidente Donald Trump. O pacto prevê o fornecimento de 300 mil toneladas de gasóleo russo para mercados globais, o que Kallas classificou como um presente indevido para Vladimir Putin.
Além disso, a diplomata questionou a contrapartida russa, observando que o Kremlin intensificou ataques contra civis e infraestruturas críticas. Na prática, o cessar-fogo anunciado não apresenta resultados efetivos por parte das forças russas, mantendo o cenário de instabilidade.
Diante desse contexto, a Ucrânia mantém sua estratégia de defesa. O presidente Volodymyr Zelenskyy indicou que Kiev continuará atacando refinarias russas, apesar da pressão norte-americana e de restrições no compartilhamento de inteligência. Kallas defende que a solução para esse impasse é direta:
A Rússia deve encerrar sua guerra de agressão imediatamente. O fim das hostilidades russas cessaria os ataques ucranianos às refinarias. A pressão internacional deve focar no agressor, e não na vítima. A chefe da diplomacia europeia enfatizou que o financiamento do conflito russo provém, em grande parte, da exploração de petróleo. Dessa forma, as refinarias tornaram-se alvos estratégicos para a Ucrânia, enquanto a Rússia busca causar sofrimento à população ucraniana durante o inverno.
Kallas também abordou o cenário político interno da Europa, marcado por eleições em nações influentes. Embora reconheça que a opinião pública tenha mudado após quatro anos de conflito, ela alerta para os riscos de desunião. A estratégia do Kremlin, segundo ela, é justamente exaurir a paciência dos europeus.
Por fim, a diplomata reforçou que a Europa precisa apresentar uma frente unida para garantir a eficácia de sua política externa. Ela advertiu que, caso a unidade europeia falhe, a ambição russa tende a crescer, colocando em risco a segurança de todo o continente. Para acompanhar mais desdobramentos, acesse a categoria de notícias internacionais.
Fonte: pt.euronews.com