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Investigação do Gaeco sobre Operação Cathedra Venalis

A investigação do Gaeco sobre a Operação Cathedra Venalis apura irregularidades na Câmara de Várzea Grande. Confira agora os detalhes do caso.

investigação do Gaeco: A Operação Cathedra Venalis, que apura irregularidades na Câmara de Várzea Grande, teve início após denúncia sobre um churrasco organizado pelo vereador Wanderley.

A investigação do Gaeco que fundamentou a Operação Cathedra Venalis, deflagrada nesta terça-feira (20), teve início a partir de um churrasco realizado em maio deste ano. O evento foi organizado pelo vereador Wanderley Cerqueira (MDB), atual presidente da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande para o biênio 2025-2026.

Na ocasião, uma fotografia circulou nas redes sociais exibindo Wanderley ao lado de diversos parlamentares. Pouco tempo após a divulgação da imagem, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) recebeu uma denúncia anônima relatando supostos crimes de extorsão, ameaça, corrupção, chantagem e cárcere privado.

Detalhes da investigação do Gaeco

Além disso, Conforme a denúncia, o grupo teria mantido parlamentares em uma chácara para garantir a reeleição de Wanderley à presidência da Mesa Diretora. O isolamento teria servido para articular a compra de votos e o loteamento de cargos na gestão municipal, além de um suposto plano para cassar a prefeita.

A eleição em questão ocorreu no dia 14 de maio, mas foi posteriormente anulada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A corte entendeu que houve desrespeito ao marco temporal estabelecido para esse tipo de pleito legislativo.

Portanto, A operação cumpriu 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Entre os alvos da ação estão:

Treze vereadores de Várzea Grande, incluindo Wanderley Cerqueira, Cilcinho, Braz Jaciro e Gisa Barros. Dois vereadores de Cuiabá: Ilde Taques e Alex Rodrigues. Servidores da Câmara, como a diretora financeira e um secretário legislativo. O foco das diligências é apurar a possível existência de uma organização criminosa voltada para a obtenção de vantagens indevidas. O Gaeco busca reunir novos elementos probatórios sobre a atuação estruturada de agentes públicos em crimes contra a Administração Pública.

A defesa do vereador Ilde Taques, por meio do advogado Eduardo Mahon, afirmou que o parlamentar colaborou com o cumprimento do mandado. Segundo a nota, não foram encontrados elementos que sugiram irregularidades na residência do vereador.

O parlamentar cuiabano ressaltou que ainda não teve acesso aos autos do processo, que tramita sob sigilo. Portanto, ele aguarda o desenrolar das apurações para se manifestar sobre o mérito, colocando-se à disposição das autoridades judiciárias para prestar esclarecimentos.

Para acompanhar mais desdobramentos sobre este caso, consulte a nossa categoria de notícias. As autoridades continuam os trabalhos para esclarecer a extensão das supostas irregularidades envolvendo a Mesa Diretora.

Fonte: rdnews.com.br