CEO da Ryanair critica Ursula von der Leyen e pede novas
O CEO da Ryanair, Michael O’Leary, critica a gestão da UE e exige taxas para companhias aéreas estrangeiras. Confira os detalhes desta polêmica agora.
Michael O’Leary, CEO da Ryanair, classificou a presidente da Comissão Europeia como inútil e exigiu medidas contra companhias aéreas de fora da Europa.
O presidente executivo da Ryanair, Michael O’Leary, teceu duras críticas à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificando-a como “inútil”. O CEO da Ryanair acusa a líder europeia de discursar sobre competitividade sem implementar ações concretas para fortalecer o setor aéreo no continente.
Em entrevista recente, O’Leary não poupou o Parlamento Europeu, descrevendo o grupo como um conjunto de “tolos” que criam normas apenas para encarecer as viagens. Segundo o executivo, essas regulações ignoram o desejo dos consumidores por tarifas mais acessíveis e prejudicam a operação das empresas locais.
CEO da Ryanair
O ponto central da reclamação de O’Leary reside nas taxas ambientais da União Europeia. Atualmente, esses encargos incidem apenas sobre voos dentro do bloco, enquanto companhias dos Estados Unidos e da Ásia permanecem isentas. O executivo argumenta que essas empresas estrangeiras são responsáveis por mais da metade das emissões de CO2 na aviação europeia.
Para o gestor, o sistema atual é ineficaz e injusto. Ele defende que, se a competitividade fosse uma prioridade real, a UE deveria taxar as aeronaves americanas e asiáticas assim que pousassem em solo europeu. Além disso, ele aponta que a presidente da Comissão Europeia evita tomar decisões difíceis, preferindo apenas a retórica política.
O’Leary também mencionou o Relatório Draghi, publicado em 2024, que alertava para uma “agonia lenta” da economia europeia caso reformas radicais não fossem adotadas. O executivo lamenta que, dois anos depois, poucas recomendações tenham sido colocadas em prática, mantendo o bloco em um estado de estagnação.
A disputa por competitividade envolve pontos críticos:
A exigência de taxas justas para todos os voos que operam na Europa, independentemente da origem. O impacto das taxas ambientais que oneram apenas as companhias aéreas europeias. A necessidade de implementar as reformas sugeridas no Relatório Draghi para evitar o declínio econômico. Além das críticas políticas, a Ryanair enfrenta desafios operacionais diretos. A companhia anunciou o corte de um milhão de lugares e 20 rotas na Bélgica, em resposta ao aumento da taxa sobre viagens aéreas imposto pelo governo local. O’Leary reforçou que a empresa está deslocando suas aeronaves para países onde o ambiente de negócios é mais competitivo.
O executivo destacou que nações como França e Alemanha também apresentam condições pouco favoráveis para o setor. Embora a nova taxa belga seja inferior à de países vizinhos, como os Países Baixos, a empresa optou por reduzir sua presença na região como forma de protesto e ajuste estratégico.
Por fim, o CEO alertou os passageiros sobre o aumento inevitável das tarifas aéreas para 2027. Embora a Ryanair tenha garantido proteção contra sobretaxas de combustível para este ano, a expiração de acordos antecipados e a alta do petróleo, impulsionada por tensões no Oriente Médio, devem elevar os custos operacionais de forma significativa. Para mais informações sobre o setor, acompanhe as últimas notícias .
Fonte: pt.euronews.com