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Angeliquinha: fortuna com tráfico, garimpo e lavagem em MT

Angeliquinha, líder de facção, foi presa na Bolívia após movimentar fortunas com crimes. Confira agora os detalhes sobre a prisão e condenações.

A detenta Angélica Saraiva de Sá, amplamente conhecida como Angeliquinha , construiu um vasto patrimônio ilícito através do tráfico de drogas, exploração de garimpos e esquemas de lavagem de dinheiro. A confirmação sobre a origem dos recursos foi detalhada pelo delegado Victor Hugo de Freitas, da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

Apontada pelas autoridades como uma das principais lideranças de uma facção criminosa em Mato Grosso, a suspeita operava com grande influência no extremo norte do estado. Segundo as investigações, suas atividades criminosas concentravam-se especialmente nas regiões de Alta Floresta e Nova Bandeirantes.

Como Angeliquinha operava a lavagem de dinheiro

O delegado explicou que a estratégia da criminosa envolvia a criação de empresas de fachada. Dessa forma, ela conseguia ocultar a origem dos valores obtidos ilegalmente e, simultaneamente, beneficiar seus familiares com o fluxo financeiro do crime organizado.

Além disso, a polícia destacou que o montante movimentado pela suspeita era expressivo. O esquema não se limitava apenas ao tráfico de entorpecentes, mas abrangia diversas frentes criminosas que sustentavam a estrutura da facção na região.

Durante o período em que permaneceu foragida, Angeliquinha manteve um padrão de vida elevado. Ela residia em uma casa de luxo situada em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Para as autoridades, a estadia no país vizinho não servia apenas como esconderijo, mas também como base estratégica para negociações de drogas.

Confira alguns pontos centrais sobre o caso:

Angeliquinha foi presa em 22 de setembro na Bolívia, após mais de um ano foragida. A criminosa acumula condenações que ultrapassam 260 anos por diversos delitos. Ela ascendeu na facção desde a adolescência, ganhando poder através de homicídios. Atualmente, a detenta cumpre isolamento no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Após ser recambiada para Cuiabá na última terça-feira (20), a mulher foi encaminhada à Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May. Ela deverá permanecer em isolamento total pelo período de seis meses, conforme as determinações judiciais vigentes.

A Polícia Civil de Mato Grosso pretende aprofundar as investigações sobre a movimentação financeira realizada pela suspeita enquanto estava no exterior. O objetivo é desmantelar completamente a rede de apoio que permitia a continuidade de suas operações ilícitas.

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Fonte: midianews.com.br