segunda-feira, 14/09/2026
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Mato Grosso registra alta no desmatamento e contraria tendência de queda na Amazônia

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou, nesta data, o balanço consolidado referente ao desmatamento na Amazônia Legal. Os números revelam que, no período compreendido entre agosto de 2023 e julho de 2024, a área total desmatada atingiu 5.731 km².

De forma isolada entre os estados que compõem a região, Mato Grosso apresentou um cenário distinto, registrando um crescimento de 26,7% na supressão de vegetação nativa. O dado coloca o estado em uma posição de contramão em relação ao restante da Amazônia, que, de maneira geral, obteve uma queda de 12% na taxa de desmatamento na comparação com o ciclo anterior.

Enquanto o território mato-grossense enfrentou esse avanço, outras unidades da federação conseguiram reduzir significativamente os índices de degradação ambiental. Os destaques positivos ficaram por conta de Roraima, que obteve uma redução de 39,10%, seguido pelo Amapá, com queda de 37,04%, e Rondônia, que apresentou diminuição de 36,39%.

Para fins de monitoramento, o INPE define o desmatamento como a eliminação total da cobertura florestal primária. Esse processo ocorre por meio do corte raso, que pode envolver a exposição do solo, a presença de vegetação remanescente, atividades de mineração ou áreas de floresta inundada.

A classificação também abrange o estágio final de processos de degradação progressiva, nos quais a perda do dossel florestal é completa. Essa métrica é aplicada independentemente da finalidade que será dada à terra após a remoção da cobertura vegetal original.

Para garantir a precisão dessas informações, o instituto utiliza imagens capturadas pelos satélites Sentinel, pertencentes à Agência Espacial Europeia. O material passa por um rigoroso processo de pré-processamento antes de ser disponibilizado.

Todo o trabalho de análise é sustentado pelo projeto Brazil Data Cube. Trata-se de uma iniciativa nacional focada no desenvolvimento de dados prontos para análise, permitindo que o órgão consiga monitorar com maior eficiência as mudanças na cobertura da terra em toda a região amazônica.

Fonte: sonoticias.com.br

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