quarta-feira, 11/03/2026
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Lei idealizada por Max Russi completa cinco anos e impulsiona queda histórica nos roubos de cargas em Mato Grosso

A política de combate ao roubo de cargas em Mato Grosso alcançou resultados expressivos cinco anos após a criação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cargas, instituída pela Lei Complementar nº 691/2021. A proposta nasceu a partir da iniciativa do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi. Desde então, a medida fortaleceu a atuação da Polícia Civil e mudou o cenário da segurança nas rotas logísticas do estado. De acordo com relatório da Polícia Civil referente a 2025, Mato Grosso registrou redução de 41% nos casos de roubos de cargas em comparação ao ano anterior. Além disso, o levantamento mostra queda global de 11% nos crimes contra o transporte de cargas. Dessa forma, os números confirmam a eficácia do modelo de investigação especializada criado pela legislação.

Reprodução: Rodrigo Prates

Estrutura proposta por Max Russi fortalece investigação

Antes da criação da delegacia especializada, os crimes contra cargas eram investigados por unidades gerais da polícia. No entanto, o crescimento das quadrilhas especializadas exigia uma resposta mais técnica e direcionada. Por isso, Max Russi defendeu a criação de uma estrutura própria para enfrentar esse tipo de crime. Com a nova delegacia, a Polícia Civil passou a atuar com equipes focadas exclusivamente nessa modalidade criminosa. Além disso, os investigadores passaram a cruzar informações logísticas, rotas de transporte e padrões de atuação das quadrilhas. Como resultado, as operações tornaram-se mais rápidas e eficientes. Segundo Max Russi, a iniciativa buscou proteger diretamente o agronegócio e o setor de transporte. “Nosso objetivo era dar uma resposta técnica e rápida para um crime que encarece o frete e prejudica o produtor. Portanto, os números mostram que a especialização da investigação foi o caminho certo”, afirmou o parlamentar.

Dados revelam foco do crime nas rotas do agronegócio

O relatório de 2025 também traça um panorama detalhado dos crimes contra cargas em Mato Grosso. Atualmente, o setor agropecuário continua como principal alvo das quadrilhas. Conforme os dados, 52% das cargas roubadas são de grãos, principalmente soja, milho e algodão. Em seguida aparecem fertilizantes e adubos. Além disso, o levantamento mostra que 50,5% das ocorrências acontecem em vias públicas. Enquanto isso, cerca de 5% dos crimes ocorrem em postos de combustíveis. Outro dado relevante indica que os crimes acontecem com mais frequência durante a tarde e a noite.Entre as cidades mais afetadas aparecem Rondonópolis, Cuiabá, Sinop, Primavera do Leste e Barra do Garças. Esses municípios concentram os principais corredores logísticos do estado, por onde circula grande parte da produção agrícola mato-grossense.

Investigação especializada amplia combate ao crime

O delegado Mário Santiago, responsável pela divisão desde 2023, destaca que a criação da delegacia representou um avanço estratégico para a Polícia Judiciária Civil. Segundo ele, a especialização permite desenvolver metodologias próprias de investigação. Além disso, a unidade atua como braço da Divisão de Investigações Especiais e também investiga crimes conexos. Entre eles estão ataques a bancos e crimes envolvendo defensivos agrícolas. Dessa forma, os policiais conseguem mapear as organizações criminosas com maior precisão. Mesmo com a queda expressiva nos roubos, o relatório aponta que os furtos ainda representam a maior parte das ocorrências. Por isso, as autoridades defendem novos investimentos em tecnologia e monitoramento. Ainda assim, especialistas avaliam que a lei idealizada por Max Russi consolidou um importante avanço no combate ao crime organizado nas rodovias de Mato Grosso.

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