A política de combate ao roubo de cargas em Mato Grosso alcançou resultados expressivos cinco anos após a criação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cargas, instituída pela Lei Complementar nº 691/2021. A proposta nasceu a partir da iniciativa do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi. Desde então, a medida fortaleceu a atuação da Polícia Civil e mudou o cenário da segurança nas rotas logísticas do estado. De acordo com relatório da Polícia Civil referente a 2025, Mato Grosso registrou redução de 41% nos casos de roubos de cargas em comparação ao ano anterior. Além disso, o levantamento mostra queda global de 11% nos crimes contra o transporte de cargas. Dessa forma, os números confirmam a eficácia do modelo de investigação especializada criado pela legislação.

Estrutura proposta por Max Russi fortalece investigação
Antes da criação da delegacia especializada, os crimes contra cargas eram investigados por unidades gerais da polícia. No entanto, o crescimento das quadrilhas especializadas exigia uma resposta mais técnica e direcionada. Por isso, Max Russi defendeu a criação de uma estrutura própria para enfrentar esse tipo de crime. Com a nova delegacia, a Polícia Civil passou a atuar com equipes focadas exclusivamente nessa modalidade criminosa. Além disso, os investigadores passaram a cruzar informações logísticas, rotas de transporte e padrões de atuação das quadrilhas. Como resultado, as operações tornaram-se mais rápidas e eficientes. Segundo Max Russi, a iniciativa buscou proteger diretamente o agronegócio e o setor de transporte. “Nosso objetivo era dar uma resposta técnica e rápida para um crime que encarece o frete e prejudica o produtor. Portanto, os números mostram que a especialização da investigação foi o caminho certo”, afirmou o parlamentar.
Dados revelam foco do crime nas rotas do agronegócio
O relatório de 2025 também traça um panorama detalhado dos crimes contra cargas em Mato Grosso. Atualmente, o setor agropecuário continua como principal alvo das quadrilhas. Conforme os dados, 52% das cargas roubadas são de grãos, principalmente soja, milho e algodão. Em seguida aparecem fertilizantes e adubos. Além disso, o levantamento mostra que 50,5% das ocorrências acontecem em vias públicas. Enquanto isso, cerca de 5% dos crimes ocorrem em postos de combustíveis. Outro dado relevante indica que os crimes acontecem com mais frequência durante a tarde e a noite.Entre as cidades mais afetadas aparecem Rondonópolis, Cuiabá, Sinop, Primavera do Leste e Barra do Garças. Esses municípios concentram os principais corredores logísticos do estado, por onde circula grande parte da produção agrícola mato-grossense.
Investigação especializada amplia combate ao crime
O delegado Mário Santiago, responsável pela divisão desde 2023, destaca que a criação da delegacia representou um avanço estratégico para a Polícia Judiciária Civil. Segundo ele, a especialização permite desenvolver metodologias próprias de investigação. Além disso, a unidade atua como braço da Divisão de Investigações Especiais e também investiga crimes conexos. Entre eles estão ataques a bancos e crimes envolvendo defensivos agrícolas. Dessa forma, os policiais conseguem mapear as organizações criminosas com maior precisão. Mesmo com a queda expressiva nos roubos, o relatório aponta que os furtos ainda representam a maior parte das ocorrências. Por isso, as autoridades defendem novos investimentos em tecnologia e monitoramento. Ainda assim, especialistas avaliam que a lei idealizada por Max Russi consolidou um importante avanço no combate ao crime organizado nas rodovias de Mato Grosso.


