segunda-feira, 14/09/2026
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Eurodeputados pressionam uso de ativos russos congelados para apoiar a Ucrânia

Mais de 100 parlamentares europeus pedem que a UE utilize ativos russos congelados para financiar a defesa da Ucrânia diante do déficit de 23 bilhões de euros.

A utilização de ativos russos congelados para financiar o esforço de guerra da Ucrânia voltou ao centro do debate político europeu. Mais de 100 eurodeputados enviaram uma carta formal aos líderes da União Europeia exigindo a retomada das negociações sobre o tema. O movimento ocorre em um momento crítico, no qual Kiev enfrenta um déficit de 23 bilhões de euros em seu orçamento de defesa.

Os parlamentares argumentam que Moscou deve arcar com os custos da destruição causada pelo conflito. A iniciativa apoia uma proposta apresentada no final de agosto por quatro Estados-membros, visando desbloquear recursos que permanecem imobilizados no bloco. Atualmente, a União Europeia detém mais de 200 bilhões de euros em ativos russos, com a maior parte concentrada na Bélgica.

O impasse sobre os ativos russos congelados

A Comissão Europeia já havia tentado converter esses fundos em um empréstimo sem juros no final do ano passado. Contudo, a proposta não avançou durante a cimeira em Bruxelas devido a preocupações com riscos jurídicos. Embora o bloco tenha aprovado um empréstimo de 90 bilhões de euros recentemente, os legisladores alertam que o montante é insuficiente.

Estudos indicam que o custo total da destruição na Ucrânia já supera a marca de 600 bilhões de euros. Por isso, os signatários da carta, que incluem representantes de diversos grupos políticos como o Partido Popular Europeu e os Verdes, exigem uma nova estratégia. Eles buscam superar as resistências de países que temem represálias legais.

Entre os principais pontos defendidos pelos eurodeputados estão:

  • A criação de um novo instrumento financeiro da UE para gerir os ativos.
  • A assunção das obrigações legais perante o banco central da Rússia pelo bloco.
  • A manutenção da pressão econômica contínua sobre o governo de Moscou.

A Bélgica, que abriga a Euroclear — principal depositária desses recursos —, tem sido um dos países mais reticentes. O governo liderado por Bart De Wever expressou receio quanto a possíveis ações judiciais russas. Além disso, nações como Itália, Bulgária e Malta também manifestaram reservas significativas em relação ao plano.

A carta foi endereçada a figuras centrais, incluindo Ursula von der Leyen, Kaja Kallas e António Costa. Os parlamentares esperam que a Comissão Europeia apresente uma solução que contorne os entraves jurídicos atuais. Para mais informações sobre o cenário geopolítico, consulte a nossa categoria de notícias internacionais.

Em suma, a mensagem política é clara: a Rússia deve suportar as consequências financeiras de sua agressão. Os eurodeputados reforçam que a estabilidade financeira da Ucrânia é uma prioridade estratégica. Portanto, a busca por um consenso jurídico tornou-se urgente para garantir o suporte necessário ao país invadido.

Fonte: pt.euronews.com

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