segunda-feira, 14/09/2026
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Enchentes repentinas no Grand Canyon deixam dois mortos e um desaparecido

As autoridades do Parque Nacional do Grand Canyon, nos Estados Unidos, seguem em busca de uma pessoa que permanece desaparecida após uma série de inundações repentinas atingir a região no último sábado. O fenômeno, causado por fortes chuvas de monção, provocou uma enxurrada de água, rochas e detritos que varreu trilhas populares e áreas de acampamento, afetando especialmente o Bright Angel Canyon e as proximidades do histórico Phantom Ranch.

O balanço oficial das autoridades confirma a morte de pelo menos dois homens, cujos corpos foram resgatados durante as operações de busca. Inicialmente, havia o temor de que um número muito maior de visitantes pudesse ter sido arrastado pela força das águas em uma das áreas turísticas mais visitadas do país. No entanto, ao final da segunda-feira, Dave Black, representante do Serviço Nacional de Parques, informou que a grande maioria das pessoas que estavam no desfiladeiro foi localizada com segurança.

Segundo Black, a operação de resgate mobilizou esforços intensos entre sábado e domingo, resultando no salvamento de 82 pessoas. Para garantir a precisão das buscas, os guardas florestais realizaram um cruzamento minucioso de dados, analisando registros de licenças de acampamento, placas de veículos e informações fornecidas por familiares. O objetivo era confirmar o paradeiro de cada visitante que poderia estar na zona de risco no momento do desastre.

As condições climáticas adversas dificultaram os trabalhos de salvamento na segunda-feira, com a persistência de chuvas intensas na região. Esse tipo de evento é comum durante a temporada de monções no norte do Arizona, onde o solo árido e a escassa vegetação possuem baixa capacidade de absorção, facilitando a formação de cheias súbitas em ribeiros e leitos secos. A expectativa é que a melhora do tempo prevista para terça-feira auxilie nas buscas pela pessoa ainda desaparecida e por eventuais caminhantes que realizavam trilhas curtas, as quais não exigem licença prévia.

Além das perdas humanas, a infraestrutura do parque sofreu danos severos. Cerca de 40% da Transcanyon Waterline, uma conduta essencial de 20 quilômetros que transporta água potável da nascente Roaring Springs para a Margem Sul, foi destruída ou danificada. Como medida preventiva, o Serviço Nacional de Parques impôs restrições ao consumo de água na área mais visitada e proibiu o uso de fogueiras, visando garantir recursos para o combate a eventuais incêndios.

O impacto na infraestrutura também incluiu a destruição de pontes de pedestres, o que impossibilitou a travessia segura do Bright Angel Creek. Apesar da tragédia, o Grand Canyon permaneceu aberto ao público. Na segunda-feira, turistas, incluindo muitos estrangeiros, continuavam a visitar a Margem Sul, embora sob alerta constante das autoridades sobre os riscos de novos temporais.

Funcionários do parque reforçaram que a descida ao interior do desfiladeiro é uma atividade exigente, que pode levar quatro horas para a descida e seis para o retorno. O Serviço Nacional de Parques reitera que, entre julho e meados de setembro, a cautela deve ser redobrada devido à alta probabilidade de cheias repentinas, que podem ocorrer de forma súbita em qualquer ponto da paisagem árida.

Fonte: pt.euronews.com

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