Apesar da redução de R$ 0,35 por litro no preço do diesel anunciada pela Petrobras, o consumidor não deve sentir alívio no bolso neste momento. A avaliação é do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT).
Isso porque, no mesmo dia em que a estatal anunciou o corte, o Governo Federal encerrou o subsídio de R$ 0,35 por litro concedido ao diesel. Na prática, uma medida compensou a outra, mantendo o valor final do combustível praticamente sem alteração.
“O consumidor não deve perceber alterações no preço do diesel neste momento”, afirmou o presidente do Sindipetróleo-MT, Kaká Alves.
A expectativa inicial era de que a redução anunciada pela Petrobras chegasse às bombas. No entanto, com o fim do benefício federal, o impacto da queda foi anulado antes de chegar ao consumidor.
Segundo o sindicato, a retirada do subsídio ocorreu após a queda do preço do petróleo no mercado internacional. Depois de ultrapassar US$ 120 durante o agravamento das tensões no Oriente Médio, o barril do tipo Brent fechou junho em torno de US$ 73.
Mesmo sem previsão de aumento imediato, o Sindipetróleo-MT alerta que o preço do diesel ainda pode variar entre os postos. O mercado é livre, e fatores como frete, transporte, custos operacionais e a política comercial das distribuidoras influenciam diretamente no valor cobrado ao consumidor.
A orientação do sindicato é para que os revendedores acompanhem os preços praticados pelas distribuidoras, já que eventuais mudanças nesses custos podem refletir no preço final nas bombas.
Além do diesel, o setor também acompanha outras medidas do Governo Federal que podem impactar os combustíveis nos próximos meses, entre elas a possível retirada gradual do subsídio da gasolina e mudanças nas regras de tributação das exportações de petróleo bruto.

