Os candidatos ao Governo de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL), protagonizaram um embate direto e marcado por trocas de farpas durante a sabatina promovida pela Aprosoja-MT, realizada nesta semana em Cuiabá. O encontro, que reuniu seis postulantes ao Palácio Paiaguás, teve como foco central as demandas do agronegócio, incluindo temas como infraestrutura, regularização fundiária, segurança pública e a aplicação de recursos do Fethab.
A temperatura do debate subiu consideravelmente durante os blocos dedicados à reforma tributária e à gestão de fundos estaduais. A tensão entre os dois candidatos foi tamanha que a organização do evento precisou intervir, cortando os microfones de ambos para assegurar o cumprimento das regras estabelecidas, que vedavam ataques pessoais entre os concorrentes.
Ao abordar a questão do Fethab, Pivetta descartou a possibilidade de recriar o chamado ‘Fethab 2’ e aproveitou a oportunidade para disparar críticas contra a trajetória parlamentar de Wellington. O governador argumentou que o sistema burocrático brasileiro, que impõe dificuldades aos empreendedores, é fruto de décadas de atuação legislativa. Apontando para o senador, Pivetta afirmou que os legisladores mantêm esse cenário há 35 anos.
O governador também direcionou ataques à gestão de Wellington no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Pivetta relembrou o período em que o senador esteve à frente do órgão e celebrou sua saída durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), classificando a medida como uma das ações mais positivas para o estado de Mato Grosso nos últimos anos.
Além dos dois protagonistas do embate, o evento contou com a presença dos demais candidatos ao Executivo estadual: a médica Natasha Slhessarenko (PSD), o publicitário Rafaell Milas (Missão), o Sargento Laudicério (Agir) e Maurício Coelho (Mobiliza).
Após o encerramento da sabatina, o senador Wellington Fagundes reforçou que sua coligação manterá o pedido de impugnação contra o registro da candidatura de Pivetta na Justiça Eleitoral. O parlamentar reiterou sua posição ao classificar o adversário como ‘ficha suja’. É importante ressaltar que, embora o pedido de impugnação tenha sido protocolado, o processo ainda não teve o mérito julgado e Pivetta segue com sua candidatura ativa.
Em resposta às acusações, o governador minimizou a estratégia do oponente. Pivetta afirmou que a tentativa de impugnação é uma manobra para vencer a disputa no ‘tapetão’, alegando que confia na imparcialidade da Justiça Eleitoral e na decisão final dos eleitores nas urnas.
O senador Wellington Fagundes também aproveitou o espaço para criticar a execução de obras estaduais, com foco especial na rodovia MT-174. Segundo o parlamentar, a estadualização da via resultou em uma obra de baixa qualidade, que estaria ‘esfarelando’ apesar do uso de recursos públicos. Ele defendeu que órgãos de controle, como o TCE-MT e o MPE, mantenham uma fiscalização rigorosa sobre esses projetos.
Por fim, o candidato do PL também questionou a eficiência da atual gestão estadual no combate à criminalidade. Wellington citou o aumento dos índices de feminicídio e a percepção de insegurança entre a população mato-grossense, argumentando que o Estado tem falhado ao chegar com ações de proteção sempre após a ocorrência dos delitos.
Fonte: midianews.com.br


