segunda-feira, 14/09/2026
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Cirurgias plásticas de mama no SUS registram alta de mais de 50% em uma década

O número de cirurgias plásticas mamárias realizadas por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) apresentou um crescimento expressivo de 54,3% no período entre 2016 e 2025. Os dados indicam que o volume anual de procedimentos saltou de 9 mil para 14.213, evidenciando uma ampliação significativa no acesso a essas intervenções pela rede pública.

O levantamento foi divulgado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Rio de Janeiro (SBCP-RJ) durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica. O estudo detalha que, ao longo de uma década, o SUS autorizou um total de 90.648 cirurgias mamárias, englobando tanto processos de reconstrução quanto correções de diversas alterações estruturais.

É importante notar o impacto da crise sanitária provocada pela covid-19 nos dados. Em 2020, o sistema registrou apenas 4.547 operações, o que representou uma queda drástica para a metade da média que vinha sendo praticada rotineiramente antes da pandemia.

Do montante total analisado, 74.619 procedimentos foram classificados como plásticas mamárias femininas não estéticas, representando 82,3% das internações. Este grupo abrange cirurgias com indicação médica rigorosa, voltadas para a correção de deformidades congênitas, assimetrias acentuadas, hipertrofia mamária que causa dores e limitações físicas, além de sequelas decorrentes de tratamentos ou doenças.

O relatório também traz números específicos sobre a reconstrução mamária após mastectomia. Foram contabilizadas 12.600 internações para procedimentos com implante de prótese e outras 3.429 internações destinadas à reconstrução mamária após mastectomia total.

No que diz respeito à distribuição geográfica, a região Sudeste concentrou o maior volume de atendimentos, com 50.848 internações, o que equivale a 56,1% de todas as cirurgias reconstrutivas e não estéticas realizadas no país no período. O estado de São Paulo, isoladamente, foi responsável por um terço do total nacional, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro.

As demais regiões do Brasil também registraram números relevantes de intervenções. O Nordeste contabilizou 15.985 internações, enquanto o Sul somou 9.098 procedimentos. As regiões Centro-Oeste e Norte registraram, respectivamente, 5.695 e 3.022 internações ao longo da década analisada.

Nota: Este levantamento foca exclusivamente na evolução das cirurgias mamárias no sistema público de saúde, refletindo o esforço de recomposição e ampliação da assistência especializada após os desafios impostos pelos anos de crise sanitária.

Fonte: jornaldematogrosso.com.br

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