segunda-feira, 14/09/2026
Publicidadespot_img

Bélgica contabiliza quase 3 mil mortes excedentes decorrentes de ondas de calor

A Bélgica enfrentou um cenário crítico de saúde pública durante o verão de 2026, registrando um total de quase 3 mil mortes em excesso associadas às sucessivas ondas de calor que atingiram o território desde o mês de junho. A informação foi divulgada pelas autoridades sanitárias locais nesta quinta-feira, logo após a confirmação oficial de que este foi o verão com as temperaturas mais elevadas já documentadas no país.

O período compreendido entre 28 de julho e 16 de agosto foi marcado por um aumento de 7% na mortalidade em comparação aos índices considerados habituais. Durante esse intervalo, a nação atravessava sua terceira onda de calor da temporada, evento que coincidiu com o combate ao incêndio florestal mais severo da história moderna belga. Segundo o Instituto Nacional de saúde pública Sciensano, foram contabilizados cerca de 365 óbitos adicionais apenas nesta fase.

Estes números, classificados como um crescimento moderado pelo órgão, integram um balanço mais amplo e preocupante acumulado ao longo dos meses anteriores. O Sciensano detalhou que, entre 18 de junho e 3 de julho, o país sofreu um impacto severo, com um excesso de mortalidade de 49%, totalizando 2.035 mortes acima da média esperada para o período.

Na sequência, entre os dias 4 e 17 de julho, o sistema de saúde registrou mais 535 óbitos além do esperado. Somando todas as ocorrências reportadas ao longo da estação, o saldo final chega a 2.935 mortes excedentes, conforme apontado pelo comunicado oficial emitido pelo instituto.

O serviço meteorológico nacional confirmou, no início desta semana, que o verão de 2026 superou todos os recordes de temperatura desde o início das medições históricas. A Bélgica junta-se, assim, a uma lista crescente de nações europeias que enfrentaram marcas térmicas sem precedentes ao longo deste ano.

Dados do Real Instituto Meteorológico (RMI) indicam que a estação de referência nacional, situada em Uccle, nos arredores de Bruxelas, apresentou uma temperatura média de 20,3 ºC. Este valor representa uma elevação de 2,4 ºC em relação à média registrada nas últimas décadas, evidenciando o aquecimento acentuado da região.

Especialistas e cientistas reforçam o alerta de que as mudanças climáticas estão tornando fenômenos meteorológicos extremos muito mais intensos. Esse cenário favorece a quebra recorrente de recordes de calor, tornando eventos dessa natureza mais frequentes e perigosos para a população.

O impacto do calor extremo não se restringiu à Bélgica. No final de agosto, a Alemanha reportou cerca de 14 mil mortes relacionadas ao calor durante o verão. Paralelamente, o Instituto de saúde pública da Espanha contabilizou quase 4.500 óbitos desde o início de junho, enquanto as autoridades francesas notificaram mais de 7.300 mortes em excesso no mesmo intervalo.

A gravidade da situação é global. De acordo com uma análise da agência AFP baseada em dados do Observatório climático Copernicus, da União Europeia, cerca de 33 países — abrangendo desde a Europa Ocidental até regiões do Sahel e da América Central — vivenciaram o mês de julho mais quente já registrado desde o início dos monitoramentos climáticos.

Fonte: pt.euronews.com

Siga nossa rede social

2,000FollowersFollow

Últimas notícias