O adolescente de 15 anos apreendido por matar o próprio tio, Fabiano Vitórino, a facadas no bairro Ipase, fez declarações consideradas frias e desconectadas da gravidade do crime após ser localizado pela Guarda Municipal de Várzea Grande. Segundo os agentes, o jovem afirmou que estaria “farmando aura” com o homicídio – expressão usada nas redes sociais para indicar ganho de visibilidade, status ou reconhecimento a partir de determinada ação.
Em entrevista ao Olhar Direto, o agente da Guarda Municipal Rodrigo Silval do Carmo, que atendeu a ocorrência, relatou que o menor não demonstrou arrependimento em nenhum momento. “Ele não estava nem ligando para a situação. Demonstrou não ter dimensão do que aconteceu. Para ele, nada sério havia ocorrido”, afirmou.
O adolescente foi localizado nas proximidades de um mercado, ainda com a faca utilizada no crime, já lavada. Durante a abordagem, segundo o agente, ele apresentava falas desconexas e chegou a questionar se apareceria na televisão e quanto tempo o processo levaria.
“Ele perguntava se ia passar na TV, dizia que tinha ‘farmado aura’, questionava se ia demorar e afirmava estar entediado”, relatou o guarda municipal.
Termo das redes
Popular entre jovens, especialmente em plataformas como Instagram e TikTok, a expressão “farmar aura” é utilizada para descrever a tentativa de construir uma imagem de destaque, admiração ou notoriedade a partir de atitudes que geram repercussão – mesmo que negativas.


