A demissão de Fernando Diniz do cargo de treinador do Corinthians, confirmada na noite desta quarta-feira, consolidou uma marca expressiva no futebol nacional. Após a derrota por 2 a 1 para o Internacional, o comandante tornou-se o 19º profissional a deixar o posto de técnico no Brasileirão 2026. O revés manteve a equipe paulista em situação delicada, a apenas um ponto da zona de rebaixamento, acumulando sete derrotas consecutivas na competição.
A instabilidade dos técnicos no Brasileirão 2026
Contratado em abril, Diniz dirigiu o Corinthians em 33 partidas, registrando 13 vitórias, oito empates e 12 derrotas, o que representa um aproveitamento de 47%. Além do desempenho irregular no campeonato nacional, o clube também foi eliminado nas quartas de final da Conmebol Libertadores pelo Estudiantes. A pressão sobre o treinador tornou-se insustentável diante da sequência negativa recente.
Além disso, A rotatividade de treinadores tem sido uma constante nesta temporada. O levantamento detalhado mostra que diversos clubes da elite buscaram alternativas para reverter crises técnicas. Para entender o cenário atual da categoria, é fundamental analisar a lista de profissionais que passaram pelo comando das equipes desde o início do ano:
- Jorge Sampaoli (Atlético-MG): Primeiro técnico demitido no Brasileirão 2026, em fevereiro.
- Fernando Diniz (Vasco): Demitido em fevereiro após derrota no Carioca.
- Filipe Luís (Flamengo): Saiu em março após início instável na temporada.
- Paulo Pezzolano (Internacional): Deixou o Colorado em setembro, após derrota para o São Paulo.
O Internacional, que superou o Corinthians na última rodada, também passou por mudanças drásticas. Paulo Pezzolano foi desligado em 20 de setembro, após acumular resultados insuficientes que deixaram o clube gaúcho na 18ª colocação. O uruguaio comandou a equipe em 44 jogos, com 48% de aproveitamento, mas não resistiu à pressão da zona de rebaixamento.
Portanto, Outro caso emblemático é o de Léo Condé, que deixou o Remo após quatro derrotas seguidas no campeonato. O Leão paraense atravessa um jejum de nove partidas sem vencer, considerando também a eliminação na Copa do Brasil. A situação do clube é crítica, ocupando a 19ª posição na tabela de classificação.
O Grêmio também optou por mudanças ao demitir o português Luís Castro. O treinador não conseguiu vencer nenhuma partida fora de casa pelo Brasileirão, encerrando seu ciclo após nove meses de trabalho. O Tricolor gaúcho buscou uma nova filosofia, mas o desempenho de 36% de aproveitamento na competição nacional foi determinante para a rescisão.
No Botafogo, o português Franclim Carvalho foi desligado após quatro meses. A goleada sofrida por 6 a 1 para o Cienciano, pela Copa Sul-Americana, acelerou a decisão da diretoria. O clube carioca também havia demitido Martín Anselmi anteriormente, evidenciando a dificuldade de manter projetos a longo prazo no futebol brasileiro.
O Fluminense, por sua vez, encerrou o vínculo com o argentino Luis Zubeldía após oito jogos sem vitórias. O Tricolor das Laranjeiras, eliminado pelo Vasco na Copa do Brasil, buscou um novo comando para tentar reagir na temporada. O treinador ficou 11 meses no cargo, com um aproveitamento de 57,9%.
Por fim, a lista de demissões inclui nomes como Renato Gaúcho, que deixou o Vasco devido a conflitos com o elenco, e Roger Machado, que saiu do São Paulo mesmo mantendo a equipe no G-4. A dança das cadeiras no futebol brasileiro segue intensa, refletindo a pressão por resultados imediatos que marca o calendário esportivo nacional.
Fonte: ge.globo.com


