Desenhos raros de Tarsila do Amaral, que permaneceram ocultos por décadas em uma residência no Rio de Janeiro, agora integram uma exposição especial no interior paulista. A coleção, composta por 204 folhas com ilustrações a lápis, giz de cera e nanquim, foi mantida sob extremo sigilo pelo proprietário original. Após o falecimento do dono, o acervo foi adquirido por Marcos Amaro, fundador da Fábrica de Arte Marcos Amaro (Fama), localizada em Itu.
A mostra atual, intitulada “Tarsila: Onde Nascem as Imagens”, apresenta um recorte de aproximadamente 45 ilustrações. Segundo o museólogo Emerson Castilho, a exposição oferece um panorama detalhado da mente criativa da artista, focando principalmente em produções da década de 1920. O material exposto não se trata de obras finalizadas, mas sim de estudos e rascunhos iniciais.
A importância dos desenhos raros de Tarsila do Amaral
Além disso, Esses registros revelam o processo de pensamento da modernista, incluindo exercícios realizados durante seu período na Académie Julian, em Paris. Entre os destaques, encontra-se um estudo para a famosa pintura “A Negra”, que exibe as formas tubulares características da influência cubista de Fernand Léger. Além disso, a coleção traz elementos pouco explorados da artista, como:
- Estudos de nus masculinos;
- Composições abstratas de inspiração cubista;
- Um autorretrato que retrata Tarsila com cabelos curtos, alinhada à estética de vanguarda.
Embora as obras constem no catálogo raisonné da artista, os organizadores da publicação original não tiveram acesso direto aos originais, baseando-se apenas em fotografias antigas. Após a aquisição por Marcos Amaro, com intermediação da renomada especialista Aracy Amaral, as peças passaram por rigorosos processos de higienização e restauro. Atualmente, este é o maior conjunto de desenhos da pintora sob posse de uma instituição.
Portanto, A organização da mostra conta com a colaboração dos herdeiros da pintora. Paola Montenegro, sobrinha-bisneta da artista, assumiu a gestão do legado em 2023, sucedendo Tarsilinha. Montenegro tem se dedicado a expandir a presença da obra de Tarsila em exposições nacionais e internacionais, enfrentando desafios e disputas familiares comuns na administração de direitos autorais de grandes ícones da arte brasileira.
A gestora também defende a seriedade dos processos de autenticação atuais, que utilizam análises físico-químicas, históricas e de proveniência. Montenegro afirma que, desde que assumiu a função, já identificou mais de 30 falsificações. A exposição permanece aberta ao público até 25 de julho de 2027, com visitação de quinta a domingo, das 11h às 17h. Para
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Fonte: midianews.com.br


