sábado, 26/09/2026
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Câncer de vulva e vagina: entenda os sinais e riscos

O câncer de vulva e vagina apresenta sinais que exigem atenção médica imediata, como coceira persistente, feridas que não cicatrizam e sangramentos vaginais fora do padrão. Embora sejam tumores considerados raros, o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento, sendo essencial que as mulheres conheçam o próprio corpo.

Segundo o cirurgião oncológico Rafael Moura, os sintomas variam conforme a localização da doença. No caso do tumor na vagina, o canal interno, o sinal mais frequente é o sangramento indolor. Além disso, a paciente pode notar corrimento anormal, dores pélvicas ou a sensação de uma massa na região.

Sintomas e diagnóstico do câncer de vulva e vagina

Além disso, Já o câncer de vulva, que afeta a parte externa da genitália, é mais comum após a menopausa. Os sintomas típicos incluem coceira crônica, alterações na textura ou na coloração da pele e feridas persistentes. É importante ressaltar que, em muitos casos, essas patologias podem ser assintomáticas, sendo detectadas apenas em exames de rotina.

A investigação médica começa com o exame ginecológico clínico. Caso o profissional identifique uma lesão suspeita, ele solicitará uma biópsia para confirmar ou descartar a presença de células malignas. Posteriormente, exames de imagem como ressonância magnética e tomografia computadorizada ajudam a definir a extensão da doença.

Portanto, Existem diversos fatores que elevam o risco para essas condições, sendo a infecção pelo papilomavírus humano (HPV) um dos principais. Conforme o especialista, outros elementos também influenciam o desenvolvimento desses tumores:

  • Infecção persistente por tipos de HPV de alto risco;
  • Tabagismo ativo;
  • Histórico prévio de câncer de colo de útero ou radioterapia pélvica;
  • Lesões crônicas na região genital.

Dados do Global Cancer Observatory (Globocan) indicam que, em 2022, foram estimados cerca de 18,8 mil novos casos de câncer de vagina globalmente. A Ásia concentrou a maior parte dos diagnósticos, enquanto a América Latina e o Caribe registraram 1.618 casos no mesmo período.

A prevenção é o melhor caminho para evitar complicações graves. A vacinação contra o HPV é uma medida eficaz, assim como o acompanhamento ginecológico regular. Essas práticas permitem identificar alterações precocemente e encaminhar a paciente para o tratamento adequado o mais rápido possível.

O tratamento varia conforme o estágio e o tipo do tumor, podendo envolver cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. No câncer de vulva, a cirurgia costuma ser a principal opção, focando na retirada da lesão. Para saber mais sobre saúde feminina, confira as últimas notícias em nossa categoria de bem-estar.

Campanhas como o “Setembro em Flor” reforçam a necessidade de conscientização sobre os tumores ginecológicos. O objetivo é incentivar a busca por atendimento médico diante de qualquer alteração persistente, garantindo que o diagnóstico seja feito em estágios iniciais, o que amplia significativamente as chances de cura.

Fonte: rdnews.com.br

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