terça-feira, 22/09/2026
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Pisco-preto é eleito Ave do Ano na Nova Zelândia após recuperação histórica

O pisco-preto foi eleito a Ave do Ano na Nova Zelândia, em uma votação que mobilizou 105 mil pessoas. Esta espécie, que chegou a estar criticamente ameaçada, é nativa das remotas ilhas Chatham, situadas a cerca de 800 km a leste da Ilha Sul do país.

A trajetória desta ave representa um dos casos mais emblemáticos de sucesso na conservação ambiental. Em 1980, a população total da espécie era de apenas cinco indivíduos, incluindo apenas uma fêmea capaz de se reproduzir. Atualmente, o número de espécimes recuperou para aproximadamente 350.

O sucesso do pisco-preto na votação

Com mais de 26 mil votos, o pisco-preto garantiu a primeira colocação no concurso anual. O pódio foi completado pelo kakapo, que ocupou a segunda posição, e pelo falcão kārearea, que ficou em terceiro lugar. Veja os principais destaques da competição:

  • Participação recorde de 105 mil eleitores.
  • O pisco-preto superou espécies icônicas como o kakapo.
  • A iniciativa visa conscientizar sobre a preservação da fauna nativa.

O evento é organizado pelo grupo de conservação Forest & Bird. O objetivo central é sensibilizar a população sobre as ameaças que as espécies locais enfrentam. O concurso, que começou em 2005 como uma simples votação por e-mail, tornou-se um fenômeno cultural com campanhas intensas nas redes sociais.

Além disso, os defensores do pisco-preto planejam agora estabelecer um terceiro habitat para a espécie. A medida visa fortalecer a população e garantir a expansão da área de ocupação. Portanto, o trabalho de conservação continua sendo uma prioridade para os especialistas.

É importante esclarecer que o pisco-preto não possui parentesco próximo com o conhecido pisco europeu. Enquanto a espécie europeia apresenta tons acastanhados e uma mancha alaranjada no peito, o pisco-preto adulto possui plumagem quase totalmente negra. Segundo o portal New Zealand Birds Online, a ave pertence à família dos piscos australásios.

O histórico da votação já registrou polêmicas em edições anteriores. Em 2019, houve suspeitas de interferência russa, mas os organizadores confirmaram a legitimidade dos votos. Em 2023, o pūteketeke venceu após uma campanha global impulsionada pelo humorista John Oliver. Para mais informações sobre o meio ambiente, confira a nossa categoria de notícias.

Fonte: pt.euronews.com

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