terça-feira, 22/09/2026
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Plano do Atlético-MG para quitar dívidas na CNRD enfrenta resistência de credores

O plano do Atlético-MG para quitar dívidas com atletas, agentes e clubes brasileiros foi formalmente apresentado à Câmara Nacional de Resolução de Disputa (CNRD). O documento, que visa o pagamento de um passivo superior a R$ 43 milhões, aguarda homologação para entrar em vigor e estabelecer um cronograma de oito anos para a regularização dos débitos.

A oficialização da proposta ocorreu em 28 de abril de 2026. O documento conta com as assinaturas do CEO Pedro Daniel, do presidente da associação Sérgio Coelho, do diretor financeiro Thiago Ribeiro Maia e do gerente executivo Gustavo Nogueira Mendes, além da equipe jurídica do clube.

Além disso, Para justificar a medida, a SAF do Galo aponta a dívida herdada da associação, que supera a marca de R$ 2 bilhões. O clube argumenta que a centralização dos valores e as dificuldades no fluxo de caixa tornam o parcelamento necessário para manter a sustentabilidade financeira, conforme as diretrizes da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF).

Detalhes do plano do Atlético-MG para quitar dívidas

A proposta do Atlético-MG busca proteger os interesses de todos os envolvidos, tratando os credores de forma igualitária. O clube defende que a estabilidade jurídica é essencial para evitar punições como o transfer ban, que reduziria a competitividade da equipe e, consequentemente, as receitas necessárias para honrar os compromissos.

Portanto, O montante total de R$ 43.386.723,82 engloba processos líquidos ou pendentes, incluindo honorários. Desse total, R$ 35 milhões são de responsabilidade da SAF, enquanto R$ 8 milhões referem-se a obrigações anteriores da associação. Confira os principais pontos da proposta:

  • Pagamento integral do passivo em até 96 meses com correção mensal pelo IPCA.
  • Piso semestral de amortização de R$ 4 milhões, com aportes complementares se necessário.
  • Destinação de 5% dos valores líquidos recebidos em premiações desportivas.
  • Inclusão de processos futuros na CNRD, desde que os contratos sejam anteriores ao plano.

Apesar da iniciativa, o clube recebeu uma advertência pública da ANRESF. O órgão regulador entende que o protocolo do plano não substitui o pagamento das parcelas vencidas. O Atlético-MG solicitou o arquivamento da sanção, alegando que a medida é incompatível com a finalidade pedagógica do sistema, mas a agência manteve a advertência.

Por outro lado, diversos credores manifestaram objeções aos termos apresentados. Muitos questionam a capacidade financeira do clube, citando investimentos recentes em contratações como um sinal de que haveria recursos disponíveis para antecipar pagamentos. O clube tem até o fim desta semana para se manifestar e, possivelmente, adaptar a proposta.

Para acompanhar mais desdobramentos sobre a gestão financeira do clube, acesse a nossa categoria de esportes. O Atlético-MG, por sua vez, informou que não comentará o conteúdo do documento até que a CNRD finalize o processo de homologação.

Fonte: ge.globo.com

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