O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, aceitou a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) contra um grupo familiar suspeito de integrar um suposto esquema do Comando Vermelho na PCE. A decisão, proferida nesta quinta-feira (17), torna réus a missionária Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida, sua mãe, duas irmãs e um primo.
A investigação aponta que os envolvidos atuavam na lavagem de dinheiro proveniente da facção criminosa. Rhavenna, que realizava trabalhos religiosos na Penitenciária Central do Estado (PCE), mantinha um relacionamento amoroso com Jonas Souza Gonçalves Junior, o “Batman”, apontado como uma das lideranças do grupo criminoso.
Além disso, O magistrado considerou que a denúncia cumpre os requisitos do Código de Processo Penal, apresentando indícios suficientes de autoria e materialidade. Os réus agora possuem um prazo de 10 dias para apresentar suas defesas iniciais por meio de advogados constituídos ou pela Defensoria Pública.
Entenda o suposto esquema do Comando Vermelho na PCE
Segundo o Ministério Público, o projeto de evangelização servia como fachada para que Rhavenna e sua mãe tivessem acesso facilitado aos detentos. Essa estratégia permitia a circulação de informações e a entrega de itens proibidos dentro da unidade prisional, superando as restrições impostas a visitantes comuns.
Portanto, A estrutura criminosa contava com a divisão de tarefas entre os familiares para movimentar os valores ilícitos. Entre as principais acusações contra os envolvidos, destacam-se:
- Rhavenna Barcelos: apontada como elo de comunicação entre presos e faccionados externos, além de gerir a lavagem de capitais.
- Orminda Carlos de Barcelos: mãe da missionária, acusada de auxiliar na comunicação com detentos e no recebimento de valores.
- Rhuan Barcelos: primo responsável pelo armazenamento de dinheiro em espécie em sua residência.
- Anatany Nina e Lo Rhuama: irmãs de Rhavenna, denunciadas por realizarem depósitos e movimentações bancárias para ocultar a origem do dinheiro.
Além de “Batman”, a denúncia menciona que Rhavenna mantinha contatos com Paulo Witer Farias Paelo, o “WT”, identificado como tesoureiro da facção. O grupo utilizava diversas contas bancárias para fracionar os valores e evitar o monitoramento dos órgãos de controle financeiro.
Rhavenna está detida desde o dia 16 de julho, quando foi alvo da Operação Fariseus, conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Draco. Na ocasião, seus pais também foram investigados, mas não chegaram a ser presos. O pai da missionária, o pastor Nivaldo Almeida, faleceu recentemente devido a um câncer.
O caso segue em tramitação na Justiça estadual. Para acompanhar o desenrolar desta e de outras últimas notícias sobre o sistema prisional e segurança pública, continue acompanhando nossa cobertura na categoria de geral.
Fonte: rdnews.com.br


