segunda-feira, 14/09/2026
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violência doméstica e familiar: Violência doméstica e politraumatismos: um alerta sobre a saúde feminina

A violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil apresenta números alarmantes que exigem atenção imediata das autoridades e da sociedade. Um estudo recente realizado pela Unifesp, publicado na revista Ciência & Saúde Coletiva, revelou que, entre 2008 e 2023, cerca de 15 mulheres foram internadas diariamente em hospitais brasileiros em decorrência de agressões.

Esses dados não apenas informam, mas denunciam uma estrutura de opressão que utiliza o corpo feminino como território de poder. A violência raramente começa com agressões físicas graves; ela costuma ser um processo progressivo e insidioso.

O ciclo da violência doméstica e familiar

O comportamento abusivo geralmente inicia-se com o controle sobre aspectos cotidianos da vida da vítima. Entre as formas de dominação, destacam-se:

  • Monitoramento de roupas, amizades e redes sociais;
  • Controle financeiro e isolamento social;
  • Humilhações, ameaças e chantagens emocionais.

Quando a agressão física finalmente ocorre, ela é apenas o ápice de uma longa trajetória de abusos psicológicos e morais. Sair de uma relação tóxica é um desafio complexo, pois envolve dependência econômica, medo de represálias e o receio pelo bem-estar dos filhos.

O termo politraumatismo, embora clínico e frio, esconde realidades brutais no contexto da violência. Ele designa a presença de múltiplas lesões simultâneas, que podem incluir fraturas, traumatismos cranianos, queimaduras e danos internos graves, deixando sequelas permanentes nas vítimas.

A Lei Maria da Penha representou um marco histórico ao reconhecer que a violência contra a mulher não é um conflito privado. Ela é uma violação dos direitos humanos que exige intervenção direta do Estado. Contudo, a legislação, por si só, não é suficiente para transformar a realidade social.

É fundamental que os serviços de saúde, a segurança pública e a assistência social atuem de forma integrada. O acolhimento qualificado e a escuta ativa são essenciais para identificar sinais de abuso que muitas vezes são camuflados como acidentes comuns.

A pesquisa utilizou inteligência artificial para analisar 90.798 internações de mulheres entre 20 e 59 anos no SUS. O objetivo foi identificar padrões que passam despercebidos em análises superficiais. Portanto, o atendimento hospitalar deve ser capaz de ler os sinais que o corpo da vítima carrega.

Para mais informações sobre o tema, acompanhe as últimas notícias em nossa categoria de atualidades. A proteção da vida das mulheres depende de uma rede de apoio robusta e de um sistema de justiça ágil e eficaz.

Fonte: midianews.com.br

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