O julgamento de Maradona, que investiga a morte do lendário jogador argentino ocorrida em 2020, ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira. Um psiquiatra, chamado pela defesa, declarou que a medicação prescrita durante a internação domiciliar do ex-atleta estava correta para o seu estado clínico.
Diego Maradona faleceu devido a uma parada cardiorrespiratória e um edema pulmonar. Atualmente, o tribunal analisa se a assistência prestada ao ídolo foi negligente ou inadequada. A discussão central envolve sete profissionais de saúde que respondem pelo caso.
Defesa no julgamento de Maradona contesta acusações
Desde o início das audiências em abril, especialistas da acusação criticaram os psicofármacos receitados pela psiquiatra Agustina Cosachov. Segundo eles, os remédios poderiam ter prejudicado as funções cardíacas, renais e hepáticas do paciente. Contudo, o psiquiatra Aníbal Areco, convocado pela defesa, refutou essa tese perante o tribunal.
Areco afirmou categoricamente que a causa do óbito não teve relação com intoxicação ou efeitos medicamentosos. Além disso, o especialista destacou pontos cruciais sobre o tratamento:
- A indicação psicofarmacológica foi considerada adequada para o quadro clínico.
- As doses administradas não possuem potencial para causar cardiotoxicidade.
- Não havia evidências técnicas que justificassem uma internação compulsória na época.
O depoimento de Areco busca desconstruir a narrativa de que a medicação foi o fator determinante para o desfecho trágico. Para conferir mais detalhes sobre o mundo da bola, acesse nossa categoria de esportes.
A psiquiatra Agustina Cosachov, junto a outros seis profissionais, enfrenta a acusação de homicídio simples com dolo eventual. O Ministério Público sustenta que os envolvidos tinham ciência dos riscos fatais de suas omissões. Eles também questionam a organização da internação domiciliar em Tigre, onde o craque residia após uma cirurgia neurológica.
O processo judicial, que ocorre em San Isidro, deve ser concluído antes de novembro. Caso sejam condenados, os réus podem receber penas de até 25 anos de prisão. Enquanto isso, os acusados mantêm suas estratégias de defesa e alegam inocência em relação às acusações formais. Para acompanhar as últimas notícias sobre o caso, fique atento às atualizações do portal.
Fonte: gazetaesportiva.com


