segunda-feira, 14/09/2026
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Polícia Federal é acusada de desvirtuar busca em escritório de advocacia

A Polícia Federal é acusada de desvirtuar o objeto de uma operação de busca e apreensão realizada no escritório do advogado Willer Tomaz. O caso, que envolve a apuração de supostas irregularidades, ganhou novos contornos após petição encaminhada ao gabinete do ministro André Mendonça.

Segundo a defesa, a equipe policial teria focado em informações sobre o senador Flávio Bolsonaro, que não é investigado no inquérito. O advogado Michael Cunha relatou que a diligência ocorreu no dia 4 de agosto, entre 6h e 15h, sob comando do delegado André Gherardi.

Polícia Federal e a busca por documentos

O advogado afirma que a equipe policial ignorou as restrições impostas por Mendonça. Além disso, o foco da operação teria se desviado para bens imóveis e transações financeiras sem relação com o caso original. Confira as principais denúncias apresentadas pela defesa:

  • Menções repetidas ao nome de Flávio Bolsonaro e ao termo “01” pelos agentes.
  • Busca por documentos sobre imóveis e pagamentos a terceiros.
  • Vazamento de fotos internas do escritório para a imprensa durante a diligência.
  • Envio de imagens de documentos para um suposto “coordenador” da operação.

O inquérito que originou a ação contra Willer Tomaz deriva de investigações sobre o senador Weverton Rocha. Portanto, a inclusão de nomes estranhos ao processo gerou questionamentos jurídicos sobre a legalidade da conduta dos agentes.

Além disso, o advogado Michael Cunha ressaltou que o registro de imagens internas estava expressamente vedado pela decisão judicial. O delegado Gherardi, ao ser questionado, admitiu o compartilhamento das fotos com a coordenação da operação.

Dessa forma, a defesa busca garantir que o material apreendido passe por uma triagem rigorosa no gabinete do ministro. Para mais informações, consulte as últimas notícias sobre os desdobramentos deste caso no cenário jurídico nacional.

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