segunda-feira, 14/09/2026
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Deslocação diária para o trabalho: qual país da União Europeia lidera o ranking?

A deslocação diária para o trabalho tornou-se um ritual indispensável para milhões de profissionais em todo o continente europeu. Contudo, o tempo gasto nesse percurso varia drasticamente conforme a região, a infraestrutura local e o comportamento dos trabalhadores. De acordo com uma pesquisa conduzida pela empresa de gestão de talentos SD Worx, a média diária de deslocamento na Europa atinge 48 minutos.

Deslocação diária para o trabalho: os extremos do ranking

Embora a média continental seja de aproximadamente três quartos de hora, os números escondem realidades distintas. Países como a Itália e a Eslovénia apresentam trajetos mais curtos, com médias em torno de 35 minutos. Por outro lado, nações como a Suécia e a Irlanda enfrentam médias elevadas, registando 57 e 56 minutos, respectivamente.

A Bélgica ocupa o topo desta lista, superando a marca de uma hora com uma média diária de 61 minutos. Esse cenário belga é impulsionado por dois fatores principais:

  • Cerca de 13% da força de trabalho são classificados como “super commuters”, que passam duas horas ou mais na estrada.
  • Aproximadamente 14% dos trabalhadores percorrem mais de 120 quilómetros todos os dias.

Além disso, o estudo destaca contrastes interessantes entre nações com tempos de viagem semelhantes, como os Países Baixos e a Roménia. Ambos registam uma média de 53 minutos diários, mas as causas para esse tempo são fundamentalmente diferentes. Dessa forma, enquanto os holandeses percorrem longas distâncias graças a uma infraestrutura eficiente, os romenos perdem tempo devido ao trânsito intenso e à congestão urbana.

Outro ponto relevante da pesquisa diz respeito à percepção psicológica dos trabalhadores sobre esse tempo. Mesmo na Bélgica, onde o tempo médio excede o limite de 57 minutos considerado aceitável pela maioria, apenas 34% dos funcionários sentem que esse período é desperdiçado. Portanto, a procura por regimes de trabalho remoto entre os belgas permanece em 32%, um índice ligeiramente inferior à média internacional.

Em suma, o tempo gasto no trajeto casa-trabalho na Europa reflete um mosaico complexo de desafios de infraestrutura e rotinas pessoais. Para acompanhar mais análises sobre o mercado de trabalho, confira as últimas notícias em nossa categoria de atualidades. O deslocamento diário, portanto, prova ser muito mais do que apenas uma contagem de quilómetros no mapa.

Fonte: pt.euronews.com

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