A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, realiza uma visita oficial à Gronelândia entre domingo e segunda-feira. A viagem ocorre em um momento de intensa disputa geopolítica, marcada pelo apoio contínuo do bloco europeu à ilha frente às pretensões dos Estados Unidos.
Desde que retornou à Casa Branca no início do ano passado, o presidente Donald Trump tem defendido abertamente a aquisição do território. O líder norte-americano justifica a medida como uma questão de “segurança nacional”, alegando que a região poderia ser ocupada pela China ou pela Rússia caso Washington não intervenha.
Ursula von der Leyen
Em resposta, a União Europeia tem reforçado sua posição diplomática. Em janeiro, Von der Leyen e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, emitiram um comunicado conjunto reafirmando a soberania e a integridade territorial da ilha, declarando total solidariedade à Dinamarca e ao povo groenlandês.
Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, a presidente da Comissão destacou que a UE planeja ampliar significativamente os investimentos no território. O objetivo central é fortalecer a segurança no Ártico, uma região que ganha relevância estratégica global a cada ano.
A estratégia europeia para a região inclui:
- Proposta de destinar 530 milhões de euros no orçamento de 2028–2034.
- Anúncio esperado de 200 milhões de euros adicionais durante a visita atual.
- Reforço da cooperação econômica com o território autônomo dinamarquês.
Por outro lado, os Estados Unidos intensificaram suas investidas. Em maio, o enviado especial de Trump, Jeff Landry, visitou Nuuk e sugeriu que o país deveria retomar sua presença militar em bases estratégicas, alegando que a população local desejaria esse retorno.
Contudo, a recepção política local tem sido distinta. Em janeiro, líderes de cinco partidos do parlamento da Gronelândia publicaram uma nota enfática. Eles declararam que não desejam ser americanos nem dinamarqueses, reforçando o desejo de autodeterminação groenlandesa.
Historicamente, a presença militar americana foi expressiva, chegando a 17 instalações e 10 mil soldados durante a Guerra Fria. Atualmente, os EUA mantêm apenas a Base Espacial de Pituffik, fundamental para missões de defesa antimíssil e vigilância espacial.
A agenda de Von der Leyen inclui a assinatura de uma declaração conjunta com as autoridades locais na segunda-feira. O gesto simboliza a parceria estratégica que a Europa pretende consolidar na região ártica. Para mais informações, acompanhe as últimas notícias sobre política internacional.
Fonte: pt.euronews.com


