A Polícia Civil deflagrou, nesta data, a operação denominada Dissolução Forçada, com o objetivo de desarticular um esquema de lavagem de dinheiro operado por integrantes e empresas vinculadas a uma facção criminosa. A ação abrange diversas cidades, incluindo Sinop, Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Matupá, além de estender-se para os estados do Paraná (Loanda), Goiás (Goiânia) e São Paulo (capital).
Ao todo, estão sendo executadas 48 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias, sediado em Sinop. O contingente de medidas inclui 18 mandados de busca e apreensão, o bloqueio de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas que totalizam R$ 12 milhões, além da suspensão imediata das atividades comerciais de seis empresas identificadas como parte do esquema.
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) de Sinop, apontaram que a organização criminosa utilizava essas estruturas para dar aparência de legalidade a recursos obtidos por meio de atividades ilícitas, como o tráfico de drogas e outros delitos correlatos. O trabalho policial focou em mapear o fluxo financeiro que sustentava a facção.
O nome da operação, Dissolução Forçada, reflete a estratégia principal das autoridades: identificar e encerrar as atividades de empresas criadas ou utilizadas exclusivamente para a lavagem de capitais, desmantelando assim a fachada fraudulenta montada pelo grupo. A medida visa impedir que essas companhias continuem operando como canais de circulação de dinheiro sujo.
Além da interrupção das atividades empresariais, a operação prioriza a descapitalização dos envolvidos. Segundo a Polícia Civil, o sequestro de bens e o bloqueio da estrutura financeira são fundamentais para enfraquecer o poder da facção, dificultando sua capacidade de reorganização e o reinvestimento em novas práticas criminosas.
Todo o material apreendido, incluindo documentos e dispositivos eletrônicos, está sendo encaminhado à sede da Draco em Sinop. Os procedimentos formais, que englobam boletins de ocorrência, autos circunstanciados e requisições de perícia, seguem em andamento para subsidiar o prosseguimento das investigações e a responsabilização dos envolvidos.
A ação policial reforça o combate ao crime organizado em Mato Grosso e a integração com forças de segurança de outros estados, buscando atingir o núcleo financeiro das facções que atuam na região. As autoridades seguem trabalhando na análise dos dados coletados durante o cumprimento das ordens judiciais.
Fonte: sonoticias.com.br


