terça-feira, 15/09/2026
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Politec e Polícia Civil iniciam mobilização para coleta de DNA de familiares de desaparecidos

A Polícia Civil de Mato Grosso, em parceria com a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), deu início nesta segunda-feira (24) às atividades da 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A iniciativa, que ocorre simultaneamente em todos os estados brasileiros, é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

No âmbito estadual, a execução do projeto fica a cargo do Núcleo de Pessoas Desaparecidas da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Politec. O objetivo central da campanha é fortalecer o banco de dados genéticos, aumentando as chances de localizar indivíduos cujo paradeiro permanece desconhecido e oferecendo respostas aguardadas por muitas famílias.

Embora a coleta de material genético seja um serviço contínuo oferecido durante todo o ano, a mobilização intensifica os trabalhos entre os dias 24 e 28 de agosto. Durante este período, 17 unidades da Politec em todo o território mato-grossense estarão mobilizadas para receber os familiares que ainda não realizaram a doação de amostras.

Atualmente, o banco de perfis genéticos do estado armazena 433 perfis de restos mortais que ainda não foram identificados. Esses registros estão prontos para serem confrontados com o material coletado dos parentes, o que torna a participação da população fundamental para o sucesso das investigações.

Para realizar a coleta, o familiar deve comparecer a um dos postos de atendimento portando um documento de identificação oficial. É necessário apresentar informações sobre o Boletim de Ocorrência do desaparecimento, como o número do registro, o estado onde foi feito e a delegacia responsável. Embora não seja obrigatório, a apresentação de uma cópia do documento é recomendada.

A orientação técnica é que a doação seja feita, preferencialmente, por parentes de primeiro grau. A ordem de prioridade estabelecida é: pai ou mãe biológicos; filhos biológicos e o outro genitor; e, por fim, irmãos que compartilhem o mesmo pai e a mesma mãe. Caso essa hierarquia não seja possível, outros familiares podem ser avaliados pela equipe técnica.

O procedimento é simples e seguro. Crianças também podem ser doadoras, desde que estejam acompanhadas por um responsável legal. Vale ressaltar que quem já realizou a coleta anteriormente não precisa repetir o processo, pois o perfil já consta no sistema.

A logística da campanha permite flexibilidade: a doação pode ser feita em qualquer ponto de coleta, independentemente de onde o desaparecimento tenha ocorrido. Caso o fato tenha acontecido em outro estado ou até mesmo em outro país, os profissionais realizarão o registro e a busca poderá ser estendida a bancos de dados internacionais.

Não existe um prazo limite para a coleta de DNA, e o tempo de desaparecimento não é um impeditivo para a doação. O único requisito indispensável é a existência de um Boletim de Ocorrência. Famílias que ainda não formalizaram o desaparecimento devem procurar a delegacia mais próxima para realizar o registro antes de buscar a coleta.

Caso ocorra a identificação positiva, um laudo oficial será emitido e encaminhado à delegacia que investiga o caso. A partir desse momento, a equipe policial entrará em contato diretamente com a família para comunicar o resultado e fornecer as orientações necessárias sobre os procedimentos subsequentes. Para mais detalhes sobre os locais de atendimento, os interessados podem consultar o portal dnadesaparecidos.pjc.mt.gov.br.

Fonte: midianews.com.br

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