segunda-feira, 14/09/2026
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Dilmar Dal Bosco é mantido como líder do governo na Assembleia Legislativa

O deputado estadual Dilmar Dal Bosco, filiado ao União Brasil, permanecerá exercendo a função de líder do governo Otaviano Pivetta (Republicanos) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A confirmação do parlamentar no posto ocorreu após uma série de diálogos realizados com o secretário-chefe da Casa Civil, Adejaime Ramos, logo após o encerramento do recesso parlamentar.

A continuidade de Dal Bosco na liderança havia se tornado uma incógnita após a convenção do União Brasil, realizada no dia 30 de julho. Naquela ocasião, o deputado protagonizou um momento de alta tensão ao tecer críticas severas a colegas de partido que optaram por apoiar a candidatura de Pivetta, em detrimento de um projeto próprio da sigla, que era defendido pelo senador Jayme Campos.

Durante o evento, na presença do ex-governador Mauro Mendes, Dilmar Dal Bosco não poupou palavras e declarou que aquela era a primeira vez que presenciava “um partido trair o partido”. A fala gerou um forte impacto entre os presentes, sendo acompanhada por aplausos de parte dos convencionais, o que elevou o clima de instabilidade política interna.

Diante da repercussão negativa, o deputado chegou a colocar o cargo à disposição, afirmando que a decisão final sobre sua permanência na liderança caberia ao próprio Pivetta. Contudo, com o retorno das atividades legislativas, o cenário foi pacificado. Em entrevista, Dal Bosco relatou que foi procurado por Adejaime Ramos, que assegurou a manutenção do parlamentar na função, afastando qualquer possibilidade de retaliação.

“Tive conversas com o Adejaime nesta quarta-feira. Ele mesmo me convidou e confirmou que eu seguiria no cargo, sem qualquer problema. Não houve exigências, nem retaliações. As críticas que fiz foram direcionadas estritamente ao partido e ficaram restritas ao ambiente da convenção”, esclareceu o deputado.

O episódio refletiu a profunda divisão interna que o União Brasil enfrentava na época. De um lado, o grupo alinhado ao ex-governador Mauro Mendes defendia a aliança com o projeto de Pivetta; do outro, aliados de Jayme Campos insistiam na viabilidade de uma candidatura própria ao Palácio Paiaguás.

Mesmo com a repercussão, Dal Bosco manteve sua postura e afirmou que não pretendia se desculpar pelas declarações. Segundo o parlamentar, divergências fazem parte da dinâmica política e não significam, necessariamente, o rompimento definitivo entre os membros da legenda.

Para justificar seu posicionamento, o deputado relembrou sua trajetória de longa data no grupo político, desde os tempos de PFL e DEM até a consolidação do União Brasil. Ele expressou preocupação com os rumos da sigla no estado, chegando a afirmar que o partido corria o risco de se esvaziar dentro de Mato Grosso caso seguisse por aquele caminho.

O cenário político estadual segue em movimentação intensa, com o calendário eleitoral avançando para as etapas decisivas. Com o encerramento do prazo para o registro de candidaturas, a Justiça Eleitoral contabiliza milhares de pedidos para os cargos em disputa no pleito de outubro, enquanto os candidatos se preparam para o início oficial da propaganda eleitoral em todo o país.

Fonte: jornaldematogrosso.com.br

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