Ananias Filho, presidente do diretório do PL em Mato Grosso, declarou que recebeu sem qualquer estranhamento a instrução da executiva nacional da legenda para formalizar uma coligação com o MDB. A estratégia visa integrar a deputada estadual Janaina Riva à chapa que concorre ao Senado, liderada pelo deputado federal José Medeiros, que, segundo o dirigente, ainda busca reverter essa diretriz.
A decisão foi transmitida diretamente por Valdemar Costa Neto, presidente nacional do Partido Liberal. Ananias enfatizou que a ordem será executada pelo diretório regional. Em declaração, o dirigente afirmou que recebeu a determinação e irá cumpri-la, ressaltando que o entendimento foi costurado entre sexta-feira e domingo, sem causar surpresa, uma vez que a decisão partiu da cúpula nacional.
O dirigente estadual também pontuou que José Medeiros ainda pretende dialogar com a liderança nacional do partido, demonstrando desconforto com a imposição de dividir o palanque com a pré-candidata emedebista. Segundo Ananias, Medeiros manifestou a intenção de tratar pessoalmente do assunto com Valdemar Costa Neto.
Essa orientação comunicada no último final de semana altera significativamente o cenário eleitoral que o PL vinha desenhando em Mato Grosso. Durante a convenção estadual realizada no dia 22 de julho, o partido oficializou a candidatura de Fagundes ao Governo e a de José Medeiros ao Senado, mantendo a composição da aliança em aberto para futuras negociações até o limite do prazo legal.
A mudança de rumo ocorre após meses de insistência por parte de Wellington Fagundes para incluir Janaina Riva no projeto político. A deputada, que possui laços familiares com o senador, almeja uma das vagas ao Senado e tem sido vista como um elemento estratégico para viabilizar a aproximação entre o PL e o MDB.
Contudo, a aliança com Janaina e o MDB enfrenta resistência considerável dentro da ala bolsonarista do PL mato-grossense. Entre as figuras que já expressaram ressalvas quanto a essa união está o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini.
José Medeiros também tem mantido uma postura contrária à entrada do MDB em seu palanque. Ainda em maio, o parlamentar afirmou que, embora mantivesse uma relação pessoal cordial com Wellington, existia um desgaste político evidente, motivado justamente pela persistência em trazer o MDB para a coalizão.
O cenário político segue em ebulição, com as lideranças locais tentando equilibrar as imposições da cúpula nacional com as divergências internas que marcam a base do partido no estado, enquanto o prazo para o fechamento definitivo das chapas se aproxima.
Fonte: jornaldematogrosso.com.br


